sexta-feira, julho 03, 2009

"Acreditámos sempre!"

Nome: Artur Filipe Coelho Simões
Data de nascimento: 01/12/1983
Local de nascimento: Alvaiázere
Posição: Defesa / Médio
Estreia pelo AVFC: Académico de Viseu 1 União de Lamas 2
Altura:1.80m
Peso: 76 Kg
Ídolo: Maldini
Clube de futebol: SLB e AAC
Morada: Coimbra

Conta-nos como foi o teu percurso até chegares ao Académico de Viseu.
Desde já muito obrigado pelo convite e pelo apoio que demonstraram durante toda a temporada! Iniciei a prática do futebol com 7 anos nas camadas jovens do Grupo Desportivo de Alvaiázere. Na época 2001/2002, em virtude de ir estudar para Coimbra, surgiu um convite para integrar o plantel júnior da Associação Académica de Coimbra (OAF). Tínhamos uma das melhores equipas dos últimos anos e asseguramos o acesso à segunda fase. Fiz uma boa época, assinei contrato e integrei a equipa B. Sendo assim, o meu percurso como sénior foi:
2002/2003- Associação Académica de Coimbra – Equipa B
2003/2004- Centro Desportivo de Fátima e Tourizense em Janeiro
2004/2005- União Desportiva da Tocha
2005/2007- Grupo Desportivo Sourense (2 anos)
2007/2008 – Anadia Futebol Clube e Grupo Desportivo de Alvaiázere
2008/2009- Académico de Viseu Futebol Clube


Como surgiu o convite para ingressares no Académico de Viseu?
Quando vim estudar para Viseu estava a jogar no Anadia Futebol Clube. Resultado da impossibilidade de continuar a jogar naquela zona o treinador Fernando Niza entrou em contacto com o Sr. Monteiro para averiguar se era possível integrar o plantel. Como já era Setembro/Outubro, o plantel já estava fechado e o Mister Idalino Almeida disse que não havia hipótese. No início desta época 2008/2009, entrei em contacto com o Mister Miguel Borges e ele propôs-me um período à experiência. Disse-me que não necessitava de um jogador para uma posição específica mas sim alguém polivalente que desempenhasse várias. Cumprido esse período, no final integrei o plantel.

Apesar de já cá estares há uma época continuas a ser desconhecido para a maioria dos academistas. Quem é o Filipe extra futebol?Nada melhor que os meus colegas para o definirem! Sou amigo do meu amigo e procuro dar-me bem com toda a gente. Enquanto joguei em Coimbra, licenciei-me na área do Ambiente mas sempre quis uma profissão ligada à Saúde. Luto pelos meus objectivos e, desse modo, neste momento frequento o 2º ano do curso de Medicina Dentária da UCP. Estou em Viseu para completar a minha formação e continuo a tentar conciliar o futebol. Estudante e jogado, sinto-me feliz por isso.

Filipe, és um jogador caracterizado por uma garra e entrega ao jogo extraordinária fazendo vários lugares em campo. Neste sentido qual é a posição em campo onde te sentes mais tranquilo ou com a qual te identificas melhor?
Sempre fui visto como um médio defensivo, num esquema de um ou dois trincos. Contudo, sou opção como médio interior, defesa central, e claro, defesa direito.

Essa tua polivalência não pode ser prejudicadora para a tua evolução como futebolista?A polivalência do jogador resulta também das opções dos treinadores! São eles que moldam o processo de evolução, colocando o jogador nesta ou naquela posição, consoante as suas características. Sempre fui um jogador polivalente, que durante as épocas executa várias posições. Tem o seu lado positivo e o seu lado negativo! Eu costumo dizer, e os meus colegas sabem disso, que com o facto de jogar a defesa direito, depois a central ou a médio, quem perde mais sou eu. De qualquer maneira, as minhas características permitem que isso aconteça e num plantel tem que haver sempre 1 ou 2 jogadores que o façam. Sinto-me bem com isso e tento fazê-lo da melhor maneira, dentro daquilo que me é pedido.

Foste por duas vezes considerado como o melhor academista em campo, por nós A MAGIA DO FUTEBOL, no jogo em casa frente ao Valecambrense (0-1) e na segunda fase em Fiães (1-1). Ainda te recordas desses confrontos? Queres destacar outros jogos onde aches que estiveste bem?
Sim, recordo-me bem. O primeiro fi-lo como defesa-esquerdo e era um jogo bastante importante para mim e para a equipa. Falhámos alguns golos e ainda hoje não percebo como não ganhámos. Eles fizeram um golo e o resto do jogo só defenderam. Relativamente ao jogo do Fiães, recordo-me que joguei como trinco e depois passei para defesa direito. Falhámos um golo logo no primeiro minuto de jogo. A história do jogo podia ter sido outra!
Em relação a outros jogos, penso que o jogo da Taça com o Vizela foi um dos jogos que mais prazer me deu jogar. Jogámos num sistema de dois trincos e a equipa esteve toda bem. Faltou-nos alguma frescura física. Que golo, o do Fernando!

Como convives com a crítica? Tens recebido mais elogios ou mais críticas?No futebol, como na vida, não podemos agradar a toda a gente. Faz parte da minha evolução como jogador lidar com isso. Sempre fui mais elogiado que criticado. Respeito todas as opiniões. O Académico é um clube de repercussão nacional e encaro com naturalidade que tal aconteça. Porém, quem trabalha comigo diariamente sabe daquilo que sou capaz e naquilo que posso ser útil.

O Tiago Gonçalves, na entrevista que nos concedeu, disse que eras um jogador com uma disponibilidade incrível e que jogues onde jogues raramente comprometes. O que sentes ao ler isto? Como caracterizas o Tiago?Fico satisfeito, é claro! É fácil jogar quando temos jogadores como o Tiago e o Sérgio ao nosso lado. Já disse, e torno a dizer, o Tiago faz-me lembrar o José Castro que está no Corunha. È um central de classe, não sabe jogar mal. Mantém a mesma postura quer em jogo quer em treino. Só tem que acreditar mais no seu valor e continuar a evoluir. A oportunidade vai chegar e em breve vai dar o salto. Acho que está no clube ideal para isso acontecer. Estarei cá para o apoiar!

Na tua opinião qual – ou quais – foi o jogador mais preponderante na subida de divisão?Acho que é a minha e a de muitos. O Sérgio, Augusto e Lage! Sem querer tirar mérito ao Rui Santos por aquele golão! Ehh! De qualquer maneira, como já disse, o colectivo foi o segredo do sucesso.

A nível individual qual foi o melhor e o pior momento da época que terminou?Penso que o pior foi mesmo as lesões. Principalmente a lesão no joelho. Agravei uma lesão que primariamente seria curável em duas semanas para uma ausência de 2 meses e meio. Nunca tinha estado afastado tanto tempo! Foi na pior altura, visto que estava a lutar por um lugar no meio. Tirou-me bastante confiança e foi complicada a reintegração no trabalho diário.
O melhor momento foi, sem dúvida, a subida de divisão. Quando muitos já não acreditavam, ganhámos por duas bolas de diferença e estamos na 2ª Divisão Nacional.

Define-nos os dois treinadores com que trabalhaste esta época:
Pergunta difícil mas em poucas palavras talvez:
José Miguel Borges – Metódico
Luís Almeida – Exigente

Qual a tua opinião sobre mudanças de equipa técnica a meio da época? O que mudou no Académico com a “chicotada psicológica”?
Essa decisão coube a quem de direito, à direcção. As mudanças foram grandes em termos de treino, esquema de jogo, entre outras.

A quem se deveu o sucesso da última época: técnicos, jogadores ou direcção?
Todos! Contudo, a união do grupo mesmo nos momentos mais complicados, quando muita gente já não acreditava, foi o que prevaleceu.

És da opinião que os jogadores mais experientes deviam ficar no plantel?
A minha opinião vale o que vale. Já estive em vários clubes e há sempre uma referência, ou porque é um grande jogador ou porque tem um papel na história do clube. O Académico não foge à regra e no primeiro dia que entrei no balneário facilmente identifiquei os jogadores que tinham este papel. Foi preponderante a postura com que se apresentaram em cada treino e em cada jogo. Eles, melhor que ninguém, transmitiram o que é vestir a camisola Academista, e é com muito orgulho que o faço.

Qual o principal problema e a principal virtude da época que agora terminou?
Como todos têm salientado até agora, o principal problema foi sem dúvida a irregularidade exibicional. Demos tiros nos pés desnecessários. Tínhamos noção que o nosso grupo era o mais forte e com mais soluções. A subida de divisão tinha que ser alcançada! Merecíamos isso pela forma como trabalhávamos e por todas as adversidades que nos eram colocadas. Todos os nossos adversários entravam dentro de campo com grande respeito mas também com uma vontade enorme de ganhar! Apesar dos sobressaltos conseguimos chegar à última jornada só a depender de nós.
A principal virtude, como já salientei, foi a união do grupo. O apoio da claque e de alguns adeptos e amigos também foi muito importante.

Como era o ambiente no balneário no fim do jogo com o Cinfães na segunda fase? Onde é que foram buscar forças para os dois últimos jogos da época?O empate com o Cinfães não era um resultado que nos passava pela cabeça. Sabíamos que cada ponto perdido nos ia dificultando cada vez mais a tarefa. De qualquer maneira, cada jogo era uma final e partimos para a última com uma diferença de 3 pontos e dois golos. Tarefa difícil mas cumprida! Acreditámos sempre!

Estavam à espera de ver o Fontelo tão bem composto no jogo com o Anadia? Estavas em capo quando o Rui Santos fez o 2-0. Como foi viver aquele momento?
Sinceramente, estava à espera de mais público. Andavam uns rumores que vinham autocarros de Anadia para encher o Fontelo, o que não aconteceu. Quando entrámos dentro de campo e a massa associativa se levanta a gritar pelo clube, ficámos mais fortes e acreditamos que podia ser possível. Não foi fácil estar dentro de campo e saber, num momento, que o Tondela estava a perder 0-2 e que depois já tinha virado o resultado para 3-2! Nesse momento precisávamos de mais um golo! Foi um jogo muito desgastante, fisicamente e psicologicamente. O apoio dos adeptos foi extraordinário e são momentos como esse que tornam o futebol uma paixão.
O golo do Rui Santos, tenho dito, não é um golo! É um golão! Foi um momento único! O Rui teve algumas lesões durante a época mas apareceu quando tinha que aparecer. Está só ao alcance dos melhores. Desejo-lhe tudo de bom para a época que se inicia!

Quais os objectivos – individuais e colectivos – para a época 2009/2010?
Passam por ajudar o Académico a cumprir os seus objectivos e participar no maior número de jogos. Essencialmente, apresentar-me em melhor forma que na época transacta. Temos que entrar em todos os campos para ganhar!

Por fim deixa uma mensagem para os sócios e adeptos:Obrigado por todo o apoio demonstrado até agora e que na época 2009/2010 apoiem mais o clube! Nas vitórias e nas derrotas. Precisamos de um clube mais forte, a todos os níveis, para enfrentar a 2ª Divisão. Mais sócios, mais adeptos, porque o Académico merece!

5 comentários:

Anónimo disse...

então quer dizer que vai ficar???também já dei a minha opinião sobre ele..., mas mais uma vez digo quem está é para ser apoiado e eu apoiarei.
Agora que o Idalino sabe muito sabe...

Bem resta-me esperar no que esta época vai dar... espero que corra tudo bem apesar dos indicadores que estamos a ter.

Sprees

sexta-feira, 03 julho, 2009
ogirdoR disse...

Obviamente que fica!

Mais um que me surpreendeu com as suas resposta. Grande Filipe!!!

sexta-feira, 03 julho, 2009
Anónimo disse...

"A minha opinião vale o que vale. Já estive em vários clubes e há sempre uma referência, ou porque é um grande jogador ou porque tem um papel na história do clube. O Académico não foge à regra e no primeiro dia que entrei no balneário facilmente identifiquei os jogadores que tinham este papel. Foi preponderante a postura com que se apresentaram em cada treino e em cada jogo. Eles, melhor que ninguém, transmitiram o que é vestir a camisola Academista, e é com muito orgulho que o faço."

è preciso dizer mais alguma coisa?

sexta-feira, 03 julho, 2009
Anónimo disse...

É isso miudo!tens um coraçao grande!
Um abraço de Coimbra

sexta-feira, 03 julho, 2009
renato alvaiazere disse...

Agora no sítio certo.
Força Lipe!
Com a tua dedicação e qualidade humana, a próxima época será ainda melhor.
Abraço de Alvaiázere

terça-feira, 07 julho, 2009