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Entrevista a Beto (93/94)

NOME COMPLETO
Carlos Alberto Madureira Almeida
NOME
Beto
DATA DE NASCIMENTO
14/10/1967
NATURALIDADE
Santarém
POSIÇÃO
Defesa
ESTREIA
Rio Ave 1-0 Ac. Viseu (17/10/1993)
JOGOS
20
ÉPOCAS
93/94



Beto esteve no Académico em 93/94, numa época que não correu bem já que descemos de divisão, e recordou a sua passagem pelo nosso clube, como se poder ver aqui.
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Claudio Carolino, a entrevista ao capitão.

NOME COMPLETO
Cláudio Rodrigo Siqueira Carolino
NOME
Cláudio
DATA DE NASCIMENTO
17/08/1977
NATURALIDADE
São Gonçalo (RJ)
POSIÇÃO
Defesa
ALTURA
182 cm
PESO
79 kg
JOGOS NA SEGUNDA LIGA
151
ANTERIOR CLUBE
Gil Vicente

Como e quando, começaste a jogar futebol?

Comecei a jogar, desde os meus 12 anos de idade. Jogava com os meus amigos de infância, onde fui criado, e depois incentivado pelo meu pai, comecei a pegar gosto pelo futebol, comecei a jogar  no América Futebol Clube ( Rio Janeiro ), com 12 anos.

Quais foram os clubes onde jogaste no Brasil?

Joguei no América 8 anos, toda a minha formação até ao 1º ano de sénior, e depois 3 meses no Tamoio F.C.

Chegaste a Portugal em 2000, como surgiu o convite para vires para o nosso país?

Foi através de um amigo, Artur, guarda-redes que já jogava aqui em Portugal no Penafiel. Indicou-me para um empresário, enviei uma cassete com o meu vídeo, e ele ficou interessado.  Vim para Portugal, onde assinei o meu 1º contato com a A.D.Ovarense(2º liga).



Estiveste 7 épocas ao serviço do Vizela, onde acabaste por fixar raízes, porque demoraste tanto tempo a chegar ao topo do futebol português?

Aqui em Portugal, alguns treinadores, julgam que os  jogadores que passam muito tempo em escalão inferior,  não têm capacidade para jogar na 1ª liga.
Acho que esse foi o meu caso. Na minha opinião, acho que independente da divisão onde se joga, só basta ter uma coisa, QUALIDADE, porque o resto é uma questão de oportunidade.


A 1ª época ao serviço do Gil Vicente, culminou numa fantástica subida de divisão, como foi chegar á 1ª Divisão?

Foi a realização de um sonho, sempre ambicionei, e tive a oportunidade, de concretizar. Nunca desisti, sempre acreditei que era possível.



No ano de estreia na 1ª Liga, melhor marcador do Gil Vicente, com 8 golos, alguns dos quais ao Porto e ao Sporting.  Foste escolhido para marcar os penáltis, escolha do Paulo Alves, ou foi a teu pedido?

Na verdade no total foram 11 golos. Eu sempre batia penáltis, na altura do Vizela, e nesse tempo já era o Paulo Alves o treinador. No Gil foi só a continuação.



Olhando para os minutos jogados e golos marcados, na tua segunda época na 1ª Liga, nada fazia prever a tua saída do Gil Vicente…

Também achei estranho, não esperava. Alguns meses antes o presidente, demonstrou interesse na minha permanência, falando até na presença de alguns profissionais do clube. Mas saí de cabeça erguida e dever cumprido. Fiz história naquele clube. A vida segue…

Há quem não compreenda, e questione, como foi possível o Gil Vicente, ter deixado sair um jogador do teu calibre, sem que tenha entrado ninguém de qualidade superior!

Fico contente pelo reconhecimento, são coisas que acontecem no futebol.



Como surgiu o convite para vires para o Académico de Viseu?

Surgiu através do Carlos Santos. Fui contactado através de um telefonema.

Aceitaste logo o convite, ou ponderaste bastante?

A verdade não aceitei logo. Assim que fiquei sabendo que não ficava no Gil, tudo indicava que iria para o exterior,  já estava quase tudo certo, mas depois com acerto de contrato não queriam cumprir com o que ficou acordado na primeira negociação, resolvi ficar em Portugal. Com isso fui rejeitando algumas propostas, porque já estava tudo certo para ir para fora. Mas nesse tempo sempre era contactado pelo Carlos Santos, e por ultimo o mister Filipe Moreira me ligou, e acabei conversando com com a direção e chegámos a um acordo.

Pediste informações acerca do clube a algum conhecido?

Só conversei com o Raul ( defesa esq. ), que como tinha jogado comigo no Vizela, e no inicio da época estava aqui.
Sobre o clube quem anda no futebol , sabe de tudo, e comigo não foi diferente.
  
Quando chegaste, o que achaste do clube?

Quando cheguei ainda estava aquela adaptação normal de clube quando sobe, de uma liga amadora para profissional, mas nada de assustador, porque já sabia mais ou menos o que poderia encontrar, porque passei por situação semelhante no ano que subi no Vizela.

E da cidade?

A cidade já conhecia de passagem, sem duvida uma boa cidade para se viver.



Como reagiste, ao chegares e ser-te logo entregue a braçadeira de capitão?

Fiquei muito contente, mas bastante tranquilo porque já tive essa função em alguns clubes que passei.

O campeonato não começou bem para o Académico, á passagem da 16ª jornada, estávamos em ultimo lugar com os mesmos 13 pontos do Feirense e do Trofense. Acreditavas nessa altura que conseguiriam dar a volta por cima?

É importante sabermos o porquê de não termos começado bem. No inicio tinha muita instabilidade com entrada e saída de jogadores, problemas em inscrição de jogadores, tudo influenciou, para um arranque não muito bom. È normal também com a maioria de jogadores contratados, não nos conhecermos muito bem e isso leva o seu tempo. Mas sabíamos que com o plantel que tínhamos, a colocação que ocupávamos, não condizia conosco. Mas ainda bem que passou, serviu de aprendizagem, e agora estamos muito melhores.

Como é ter um treinador, no teu caso, mais novo, com apenas 32 anos?

È fácil quando olho para o treinador, não olho para a idade. Olho para um profissional que eu sei que tenho de respeitar.

O que trouxe de novo ao clube, para além dos resultados que estão á vista?

Quando há mudança é normal que tenha aquela expectativa para ver o resultado que irá dar. Sem duvida que é um treinador muito novo mas, com um conhecimento e ambição fantástica, que está sabendo transmitir para nós jogadores



Costuma apelar á tua experiência, para partilharem ideias?

È normal que pelo que já passei, ter uma certa experiência, mas procuro passar nos momentos certos pensando sempre no melhor dos colegas e da equipa.

Achas que Viseu, e o Académico mereciam estar noutros patamares do Futebol em Portugal?

Acho que sim. Mas tudo tem o seu momento certo e as coisas tem que ser trabalhada nesse sentido. Uma subida de divisão para a 1ª liga tem de ser muito bem planeada, organizada e estruturada. Pode tirar como exemplo, alguns clubes de tradição no futebol português, que estão há anos trabalhando nesse sentido e não conseguem. Não basta só o querer.

Qual é a tua opinião acerca dos adeptos Academistas?

São pessoas que gostam de futebol e apoiam. Gosto de ver em dia de jogos, eles no estádio apoiando, sem duvida que para nós jogadores é mais empolgante.


 Já alguma vez viste fotos do Fontelo a “abarrotar pelas costuras”, com as bancadas cheias?

Já vi em algumas fotografias no clube.

Conheces muitos estádios do país, jogaste nos melhores palcos, o que achas do Estádio do Fontelo, e da sua zona envolvente?

Um estádio muito bem localizado, mas acho que falta um pouco mais de conforto para os espetadores, como por exemplo a nível de bancada, só tem uma bancada coberta. Em dias de chuva alguns adeptos ficam expostos á chuva.

Gostarias e achas possível que o Académico possa chegar á 1ª liga?

Gostaria sem duvida. Matematicamente tudo é possível mas temos de ser realistas, a margem de erro é mínima. É continuar a dar o nosso melhor, nos empenhando ao máximo, para os resultados continuarem nos favorecendo.

Um sonho concretizável enquanto jogador academista?

Meu sonho sempre como profissional em todo o clube que passei, foi sempre honrar meu profissionalismo, para quando chegar ao fim da época ter a consciência tranquila que dei o meu melhor, e acho que tenho feito por isso.

Na próxima época, vamos poder contar com a tua ajuda?

Com a minha ajuda podem contar sempre, vamos ver o que o futuro nos reserva.

Um dia, vais partir, levas o clube no coração?

Sem duvida que levo. Nos locais onde sou bem tratado, jamais esqueço.

Nessa altura, virás á “Magia do Futebol” para matar saudades, e acompanhares a actualidade do nosso clube?

Hoje em dia é bom por causa dessas facilidades de comunicação, sempre que puder vou me manter atualizado com as noticias da “ Magia do Futebol”. 

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Agradecemos a disponibilidade do Cláudio, que acedeu de pronto ao nosso convite para esta entrevista, e fomos tentar perceber o que acham alguns colegas, do Cláudio, enquanto homem, capitão, e colega de equipa.

Bruno Loureiro


Confesso que quando vi o nome dele apontado ao Académico fiquei entusiasmado pelo facto de ser uma referência do futebol português nos últimos anos, que me poderia ajudar a crescer como atleta e como profissional.
Isso aconteceu em todos os sentidos, é uma pessoa com quem posso partilhar qualquer situação da minha vida profissional e pessoal, um verdadeiro amigo.
Vejo nele uma referência a seguir na atitude e profissionalismo.
Como atleta não preciso de dizer nada pois está aos olhos de toda a gente.

Como capitão tem a vida facilitada pelo bom grupo de pessoas/atletas que se criou em torno do AVFC.



Luisinho

O Cláudio, como amigo é uma pessoa muito simples, pacata que gosta de dar conselhos não só sobre o futebol mas sobre a realidade da vida!
Tento tirar ao máximo aquilo que ele me transmite! Sem dúvida ele é um exemplo que eu quero seguir!
Depressa percebi que tanto eu como os meus colegas, podiam contar com ele, está sempre disponível a ajudar!
Uma coisa que eu admiro nele, é que a seguir ao jogos ele tem a preocupação de me ligar e quase sempre falamos e analisamos o jogo juntos, no que de bom fizemos e essencialmente no que podemos fazer melhor, e isso ajuda me imenso a tentar ser sempre melhor dia após dia!
O que tem de dizer diz na cara, mas sempre com a preocupação de ter uma palavra amiga, de conforto quando as coisas não correm tão bem como queríamos!
Mais coisa podia dizer dele, mas as palavras nestes momentos escapam-nos! Normalmente achamos sempre que quem jogou na 1a liga ou no estrangeiro, anda em bicos de pés, que tem vaidade, que sabem tudo, mas o Cláudio tanto como o João Alves, Cafu, etc vieram mostrar o contrário, são bastante humildes!
Diariamente aprendo com eles nos treinos, a levar umas “duras saudáveis”, mas neste caso mais com o Cláudio porque convivo mais com ele!
Como jogador, acho que não preciso dizer nada, está a vista de toda a gente! Demonstra em campo toda a sua experiência e serenidade de um verdadeiro capitão!
Não só ao domingo, mas diariamente nos treinos, os interesses do grupo para ele estão sempre á frente!


Thiago Pereira

Como jogador acredito que seja uma unanimidade tanto dentro como fora de campo,
Ótimo capitão sabe exercer liderança sem ser autoritário, respeita a todos e se faz respeitar
E pra mim é uma grande honra conviver com ele! Sou até suspeito para falar porque  acabei me tornando seu amigo
Passa muita confiança para todos
Converso muito todos os dias e tento absorver o máximo dele em todos os sentidos
Grande pessoa, jogador e companheiro
Me sinto muito a vontade em jogar ao seu lado.

Ibraíma So

O  Cláudio é um exemplo para mim como homem, profissional de futebol e emigrante!
É um privilégio partilhar hoje balneário com alguém que nos conquista não só pelo que representa em termos de carreira mas também pelo que é como pessoa que se revelou, é alguém por quem tenho grande estima, admiração e um modelo para a minha ambição profissional!
Aquilo que o caracteriza como homem é a capacidade de se integrar e fazer integrar os outros, a humildade da sua presença, atitude e valores, é um grande protagonista deste revitalizado e ambicioso Académico.

Ricardo Janota

Falar do Cláudio é falar de um atleta extremamente profissional, de um jogador que é sempre um dos primeiros a chegar ao balneário de um jogador que dá tudo tanto nos treinos como nos jogos que leva a sua profissão muito a sério, dai a explicação da sua boa carreira que tem tido até aqui e também o facto que com 36 anos se tem mantido em excelente forma na nossa equipa.
É um jogador que dentro do campo transmite com a sua experiência confiança e tranquilidade aos colegas, um líder. Como colega de equipa , o Cláudio é uma pessoa 5 estrelas , brincalhona e divertida o que contribui também para o nosso bom ambiente de balneário.
Em resumo, é um privilegio partilhar o balneário com um jogador/colega com estas qualidades profissionais e humanas, uma mais valia sem duvida para a nossa equipa .
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Entrevista a Daniel Fortes Vieira ( Abel )

Abel como é conhecido no meio futebolístico, nasceu a 30 de Novembro de 1963, na Ilha de S. Vicente em Cabo Verde.

1987/88 - Ac. Viseu, 2ª divisão
1988/89 - Ac. Viseu, 1ª divisão, 30 jogos, 6 golos
1989/90 - Ac. Viseu, 2ª divisão, 25 jogos, 7 golos
1990/91 - Boavista ( lesionado), Maia, 6 jogos
1991/92 - Un. Leiria, 2ª honra, 33 jogos, 6 golos
1992/93 - Un. Leiria, 2ª honra, 25 jogos, 2 golos
1993/94 - Un. Leiria, 2ª honra, 31 jogos, 6 golos
1994/95 - Un. Leiria, 1ª divisão, 16 jogos, 5 golos
1995/96 - Un. Leiria, 1ª divisão, 3 jogos, 0 golos
1996/97 - Vila Real, 2ª divisãoB, 20 jogos, 7 golos

Como e onde começou a jogar á bola?
Comecei a jogar aqui em cabo verde, na ilha de São Vicente, aos 16 anos no Clube Desportivo Amarante.

Como e quando se deu a vinda para Portugal?
Foi no ano de 1987, o falecido Carlos Alhinho que na época anterior tinha treinado o Académico, fez-me o convide para ir para o Viseu.

Já era internacional Cabo-verdiano antes de vir para o Academico?
Sim, quando fui para o Académico já era internacional Cabo-verdiano. Comecei a ir para a selecção principal aos 17 anos.

Que recordações tem da sua passagem por Viseu?

As melhores, costumo dizer que é a minha segunda terra. Fui muito feliz em Viseu não só a nível desportivo, mas também pelas amizades que criei aí. Na altura tinhamos uma grande equipa.

Ainda tem amigos em Viseu?
Tenho sim, a familia Lage, a Dra. Maria José que desde o inicio que cheguei a Viseu me apoiaram. Claro também os colegas da equipa, o Leal, Cruz ,João Luis, Rui Fininho, e os Lages é claro.

Como era jogar naquela equipa que em 87-88 subiu de divisão?
Era uma maravilha. Na verdade tínhamos bons jogadores e um bom treinador. Também a massa associativa do Académico apoiava-nos muito.O campo do Fontelo estava sempre cheio na altura.

Como era Alhinho como treinador e como homem?
Como treinador, não era por ser da minha terra, mas foi um dos melhores com quem trabalhei. Como homem então era espectacular e muito amigo dos jogadores.

Alhinho foi acusado de trazer os "amigos" Cabo-verdianos… mas resultou em pleno.
Foi o único erro na altura, que cometeu. Pois veio jogadores que não se conseguiram adaptar

Vocês davam-se todos bem?
Sim, eu nunca tive problemas com nenhum deles.

Alexandre alhinho/Kappa/Nikita/Delgado, já actuavam em Portugal?
Na altura só o Alexandre Alhinho é que actuava em Portugal. Eu o Kappa, o Nikita e Delgado fomos juntos para Portugal.

Dizia-se que o Alhinho em casa só queria alinhar com o equipamento branco… ele era muito supersticioso?
È verdade era muito. Ganhando uma vez ele nunca queria mudar de equipamento.

Por esta altura havia muitos Academistas em Cabo Verde…
Por mais incrível que pareça, ainda há. Perguntam sempre quando é que o Académico vai voltar a ribalta.

Qual era a sensação de ver sempre o estádio do Fontelo cheio?
Era incrível. Lembro que no aquecimento eu ia sempre para o lado oposto da bancada e ficava a ver aquela moldura humana. Dizia para mim mesmo, hoje tenho que jogar bem.

Na época 87-88 o Académico ganhou todos os jogos em casa, no jogo da subida o golo apareceu mesmo ao cair do pano. Ainda se lembra?
Sim lembro-me que ganhamos todos os jogos em casa. Também fomos a equipa que marcou mais golos nos campeonatos. Penso que foi leal que marcou o golo.

A época seguinte na 1ª divisão não correu nada bem, o que mudou de uma ano para o outro?
Penso que o Académico, não reforçou bem, na altura. e com as mas escolhas que referi. Pois jogando na 2º não é o mesmo que a 1º divisão.

No fim da época 89/90, esteve a um passo do Sporting, Leal assinou mesmo pelo Sporting, o que falhou no seu caso?
No meu caso tive problemas na altura, por ter assinado um acordo com o Boavista, pois os dirigentes na altura, complicaram-me a vida. 
 

Mas assinou um pré-acordo com o Sporting, depois de ter renovado pelo Académico? Existe um recorte de jornal da época que fala nisso...

Eu era novo e enganaram-me, sim já tinha um pre acordo com o Sporting e o presidente do Académico na altura sabia. Mas ele levou-me a assinar outro com o Boavista. Dizendo na altura que o presidente do Sporting, não estava a cumprir, que era melhor assinar pelo Boavista, e eu caí.

Acabou por ir parar ao Boavista de Valentim Loureiro, mas não há registos que tenha feito jogos por aquele emblema. Foi emprestado ao Maia?

Pois não tinha experiência na altura, sim por cumulo de azar, no primeiro ano lesionei e fiquei quase ano todo sem jogar. Depois de estar o campeonato a acabar, fui fazer ums jogos, penso que 6 a Maia , fazendo parte de recuperação jogando.

Mais tarde em 94/95 e 95/96, ainda voltou a jogar na 1ª divisão pelo Leiria, mas aí já estava com 31 anos, o que não impediu de ainda fazer 16 jogos e marcar 5 golos.
Sim passei também bons tempos em Leiria. Joguei cinco épocas, 3 na Divisão de Honra onde subimos de divisão e mais duas épocas na 1º divisão.

Finda a sua carreira, decidiu voltar a Cabo Verde por opção pessoal, ou foi porque não surgiu oportunidade para continuar em Portugal?
Foi opção, pessoal. A minha mulher na altura tinha acabado o curso e queria vir para Cabo Verde, por isso decidimos vir.

Teve convites para ficar ligado ao futebol?
Tive convites, mas não queria ficar ligado ao futebol, por dentro.

Sei que entretanto fundou um clube na Ilha de S. Vicente em Cabo Verde.

Sim juntamente, com alguns amigos: Batuque Futebol Clube

Quando regressa para vir ver um jogo do nosso Académico?
Penso que para a próxima época.

Através do Facebook, tem agora oportunidade de comunicar com ex colegas… Tem aproveitado?
Sim e nem imaginas a alegria. Tenho encontrado alguns.

E com os adeptos? Ainda se lembram de si? Confesso que não me esquecerei da sua forma de jogar!
Não sei. Pois já foi muitos anos. Mas os que iam ao Fontelo, penso que não esqueceram.

Conhece o Blog da Magia do Futebol? Acha importante para quem está longe da cidade e do clube a existência do nosso blog?
Claro isso é importante, para ficarmos a saber sobre o nosso Academico.

Sábado o nosso clube tem um jogo importante para as nossas aspirações de subida de divisão. Quer deixar alguma mensagem aos jogadores, técnicos e adeptos do nosso clube? 

Muita força, e espírito de sacrifício. Que trabalhem de inicio ao fim, e que depois recebam a recompensa que é a vitória.Abraço a todos!

Uma ultima pergunta, de onde vem a "alcunha" Abel?
Foi aqui em Cabo Verde. Sinceramente não sei.Começaram a chamar-me desde miúdo e ficou.

A Magia do futebol, agradece ao Abel, por gentilmente se ter disponibilizado para dar esta entrevista, desde Cabo Verde acedeu a responder ás nossas questões e mostrou estar bem vivo na sua memória, os tempos passados no nosso clube. Bem Haja!
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Entrevista João: "Viseu é a minha cidade"!

Chegaste ao CAF muito novo, com apenas 23 anos, como foi a tua carreira até chegares a Viseu?

Vinte e três anos para futebolista, já não é assim tão novo. Foi um percurso normal e igual a tantos outros atletas. Também com um início um pouco tardio (16 anos, 2º ano de Juvenil na altura) e a felicidade de jogar sempre em campeonatos nacionais. Penso que este percurso é natural.

Em 93/94, quando chegaste ao Académico de Viseu, não fizeste nenhum jogo pelo
Académico em toda a época. Como foi viver uma época assim?

Extremamente difícil, muito difícil. Cheguei ao ponto de pensar e desistir da aventura (o que eu ia perder!).

Curiosamente na época seguinte foste quase sempre titular. O que aconteceu para
haver uma mudança tão drástica?

Houve várias mudanças e não começa por mim. A minha postura, na época transata foi sempre a mesma, ou seja, atitude e seriedade. E, isso foi transportado para a época seguinte. Nessa época, que para mim “ou dava ou não dava”, tinha acontecido uma descida de divisão, mudança de treinador e também mudança estratégica da direção. Houve aposta em novos e mais novos jogadores e ainda a sorte do Augusto nessa época ter que cumprir o serviço militar(também é preciso um pouco de sorte).

Na tua segunda época no CAF o Académico alcançou a subida da II B para a Divisão de Honra. Que recordações te trás essa época?

Recordações fantásticas! Criou-se um grupo de jogadores e técnicos ambiciosos e um bom balneário, onde havia uma grande identificação entre todos nós. E, por norma, com esses condimentos conseguem-se sucessos e foi o que aconteceu. Felizmente para o Clube e para o Grupo de Trabalho.

No tempo que passaste no CAF tiveste como grande rival pela titularidade o Augusto
que ainda hoje faz parte do clube. Era saudável a concorrência entre vós?

Lógico que sim. O nosso objetivo era o mesmo, JOGAR. Cada um fazia por si e as opções eram da equipa técnica. Em dia de jogo, jogasse quem jogasse, havia sempre uma palavra amiga, solidária e de incentivo.


Na última época em Viseu o Académico desceu de divisão mas tu subiste à I Divisão.
No Salgueiros pouco jogaste. Que se passou?

Foi mais uma transição (esta bem mais longa). Foi uma chegada à 1ª divisão, a um Clube cheio de alma e de história e também de grandes jogadores. E apanhei um concorrente muito forte e em plena ascensão de carreira, onde foi chamado várias vezes à seleção nacional portuguesa. Penso que, teve as três melhores épocas da sua carreira desportiva. E, embora frustrado por não ter sido opção durante esse tempo, ao mesmo tempo feliz por ter ajudado e, porque não, responsável pelo sucesso do Jorge Silva


Depois veio o Moreirense e aí sim jogaste muitas vezes na I Divisão. A nível de clubes
foi no Moreirense que viveste os melhores anos da tua carreira?

Quando cheguei ao Moreirense, apanhei igualmente um grupo muito forte e que já trabalhava há uns anos juntos e vinham de uma subida. Tive a sorte (que talvez tenha faltado na passagem pelo Salgueiros), de encaixar e ser uma das apostas do Clube. Fomos Campeões Nacionais (Divisão de Honra), fizemos uma época de Excelência e os anos seguintes foram fabulosos.



Em 2006 jogaste o mundial da Alemanha! Conta-nos, como é jogar um mundial?

Indescritível. Toda a envolvência, festa, organização, público… e muita, muita motivação

Nasceste em Angola, cresceste em Portugal. Ao ouvires os dois hinos no mundial qual
foi aquele que mais te arrepiou?

(Heheheh) Angola sem dúvida.

Terminaste a carreira no campeonato angolano. Quais as diferenças entre os dois campeonatos?

O clima é difícil. A organização dos clubes não ajuda. A mentalidade da grande parte dos dirigentes não é fácil e a falta de infra estruturas.

Hoje em dia vives em Angola?

Sim.

Para terminar: e saudades de Viseu, tens? Tens “acompanhado” o Académico de
Viseu? Ainda tens amigos na cidade?

Passei quase 4 anos em Viseu, por isso é a minha Cidade! Confesso que não tenho acompanhado o Académico nos últimos anos. Estive aí em Novembro e revi logicamente alguns amigos e outros que não houve possibilidade falamos por telefone, mas realço o Rui Lage, Sérgio, Augusto, Santos, Monteiro, Mr João Cavaleiro e outros que não sendo jogadores nem dirigentes mas que merecem o meu apreço e respeito por todo o apoio que me deram, não só na minha passagem pelo Académico, como no restante percurso de atleta e até aos dias de hoje.

A todos vocês um grande Abraço

Vou abusar e deixar UM GRANDE ABRAÇO AO SR FORMOSO E A SRA MARÌLIA que foram uns segundos Pais para mim.

À Magia do Futebol o meu muito Obrigado e respeito pela iniciativa.

Até Sempre.
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"Acreditámos sempre!"

Nome: Artur Filipe Coelho Simões
Data de nascimento: 01/12/1983
Local de nascimento: Alvaiázere
Posição: Defesa / Médio
Estreia pelo AVFC: Académico de Viseu 1 União de Lamas 2
Altura:1.80m
Peso: 76 Kg
Ídolo: Maldini
Clube de futebol: SLB e AAC
Morada: Coimbra

Conta-nos como foi o teu percurso até chegares ao Académico de Viseu.
Desde já muito obrigado pelo convite e pelo apoio que demonstraram durante toda a temporada! Iniciei a prática do futebol com 7 anos nas camadas jovens do Grupo Desportivo de Alvaiázere. Na época 2001/2002, em virtude de ir estudar para Coimbra, surgiu um convite para integrar o plantel júnior da Associação Académica de Coimbra (OAF). Tínhamos uma das melhores equipas dos últimos anos e asseguramos o acesso à segunda fase. Fiz uma boa época, assinei contrato e integrei a equipa B. Sendo assim, o meu percurso como sénior foi:
2002/2003- Associação Académica de Coimbra – Equipa B
2003/2004- Centro Desportivo de Fátima e Tourizense em Janeiro
2004/2005- União Desportiva da Tocha
2005/2007- Grupo Desportivo Sourense (2 anos)
2007/2008 – Anadia Futebol Clube e Grupo Desportivo de Alvaiázere
2008/2009- Académico de Viseu Futebol Clube


Como surgiu o convite para ingressares no Académico de Viseu?
Quando vim estudar para Viseu estava a jogar no Anadia Futebol Clube. Resultado da impossibilidade de continuar a jogar naquela zona o treinador Fernando Niza entrou em contacto com o Sr. Monteiro para averiguar se era possível integrar o plantel. Como já era Setembro/Outubro, o plantel já estava fechado e o Mister Idalino Almeida disse que não havia hipótese. No início desta época 2008/2009, entrei em contacto com o Mister Miguel Borges e ele propôs-me um período à experiência. Disse-me que não necessitava de um jogador para uma posição específica mas sim alguém polivalente que desempenhasse várias. Cumprido esse período, no final integrei o plantel.

Apesar de já cá estares há uma época continuas a ser desconhecido para a maioria dos academistas. Quem é o Filipe extra futebol?Nada melhor que os meus colegas para o definirem! Sou amigo do meu amigo e procuro dar-me bem com toda a gente. Enquanto joguei em Coimbra, licenciei-me na área do Ambiente mas sempre quis uma profissão ligada à Saúde. Luto pelos meus objectivos e, desse modo, neste momento frequento o 2º ano do curso de Medicina Dentária da UCP. Estou em Viseu para completar a minha formação e continuo a tentar conciliar o futebol. Estudante e jogado, sinto-me feliz por isso.

Filipe, és um jogador caracterizado por uma garra e entrega ao jogo extraordinária fazendo vários lugares em campo. Neste sentido qual é a posição em campo onde te sentes mais tranquilo ou com a qual te identificas melhor?
Sempre fui visto como um médio defensivo, num esquema de um ou dois trincos. Contudo, sou opção como médio interior, defesa central, e claro, defesa direito.

Essa tua polivalência não pode ser prejudicadora para a tua evolução como futebolista?A polivalência do jogador resulta também das opções dos treinadores! São eles que moldam o processo de evolução, colocando o jogador nesta ou naquela posição, consoante as suas características. Sempre fui um jogador polivalente, que durante as épocas executa várias posições. Tem o seu lado positivo e o seu lado negativo! Eu costumo dizer, e os meus colegas sabem disso, que com o facto de jogar a defesa direito, depois a central ou a médio, quem perde mais sou eu. De qualquer maneira, as minhas características permitem que isso aconteça e num plantel tem que haver sempre 1 ou 2 jogadores que o façam. Sinto-me bem com isso e tento fazê-lo da melhor maneira, dentro daquilo que me é pedido.

Foste por duas vezes considerado como o melhor academista em campo, por nós A MAGIA DO FUTEBOL, no jogo em casa frente ao Valecambrense (0-1) e na segunda fase em Fiães (1-1). Ainda te recordas desses confrontos? Queres destacar outros jogos onde aches que estiveste bem?
Sim, recordo-me bem. O primeiro fi-lo como defesa-esquerdo e era um jogo bastante importante para mim e para a equipa. Falhámos alguns golos e ainda hoje não percebo como não ganhámos. Eles fizeram um golo e o resto do jogo só defenderam. Relativamente ao jogo do Fiães, recordo-me que joguei como trinco e depois passei para defesa direito. Falhámos um golo logo no primeiro minuto de jogo. A história do jogo podia ter sido outra!
Em relação a outros jogos, penso que o jogo da Taça com o Vizela foi um dos jogos que mais prazer me deu jogar. Jogámos num sistema de dois trincos e a equipa esteve toda bem. Faltou-nos alguma frescura física. Que golo, o do Fernando!

Como convives com a crítica? Tens recebido mais elogios ou mais críticas?No futebol, como na vida, não podemos agradar a toda a gente. Faz parte da minha evolução como jogador lidar com isso. Sempre fui mais elogiado que criticado. Respeito todas as opiniões. O Académico é um clube de repercussão nacional e encaro com naturalidade que tal aconteça. Porém, quem trabalha comigo diariamente sabe daquilo que sou capaz e naquilo que posso ser útil.

O Tiago Gonçalves, na entrevista que nos concedeu, disse que eras um jogador com uma disponibilidade incrível e que jogues onde jogues raramente comprometes. O que sentes ao ler isto? Como caracterizas o Tiago?Fico satisfeito, é claro! É fácil jogar quando temos jogadores como o Tiago e o Sérgio ao nosso lado. Já disse, e torno a dizer, o Tiago faz-me lembrar o José Castro que está no Corunha. È um central de classe, não sabe jogar mal. Mantém a mesma postura quer em jogo quer em treino. Só tem que acreditar mais no seu valor e continuar a evoluir. A oportunidade vai chegar e em breve vai dar o salto. Acho que está no clube ideal para isso acontecer. Estarei cá para o apoiar!

Na tua opinião qual – ou quais – foi o jogador mais preponderante na subida de divisão?Acho que é a minha e a de muitos. O Sérgio, Augusto e Lage! Sem querer tirar mérito ao Rui Santos por aquele golão! Ehh! De qualquer maneira, como já disse, o colectivo foi o segredo do sucesso.

A nível individual qual foi o melhor e o pior momento da época que terminou?Penso que o pior foi mesmo as lesões. Principalmente a lesão no joelho. Agravei uma lesão que primariamente seria curável em duas semanas para uma ausência de 2 meses e meio. Nunca tinha estado afastado tanto tempo! Foi na pior altura, visto que estava a lutar por um lugar no meio. Tirou-me bastante confiança e foi complicada a reintegração no trabalho diário.
O melhor momento foi, sem dúvida, a subida de divisão. Quando muitos já não acreditavam, ganhámos por duas bolas de diferença e estamos na 2ª Divisão Nacional.

Define-nos os dois treinadores com que trabalhaste esta época:
Pergunta difícil mas em poucas palavras talvez:
José Miguel Borges – Metódico
Luís Almeida – Exigente

Qual a tua opinião sobre mudanças de equipa técnica a meio da época? O que mudou no Académico com a “chicotada psicológica”?
Essa decisão coube a quem de direito, à direcção. As mudanças foram grandes em termos de treino, esquema de jogo, entre outras.

A quem se deveu o sucesso da última época: técnicos, jogadores ou direcção?
Todos! Contudo, a união do grupo mesmo nos momentos mais complicados, quando muita gente já não acreditava, foi o que prevaleceu.

És da opinião que os jogadores mais experientes deviam ficar no plantel?
A minha opinião vale o que vale. Já estive em vários clubes e há sempre uma referência, ou porque é um grande jogador ou porque tem um papel na história do clube. O Académico não foge à regra e no primeiro dia que entrei no balneário facilmente identifiquei os jogadores que tinham este papel. Foi preponderante a postura com que se apresentaram em cada treino e em cada jogo. Eles, melhor que ninguém, transmitiram o que é vestir a camisola Academista, e é com muito orgulho que o faço.

Qual o principal problema e a principal virtude da época que agora terminou?
Como todos têm salientado até agora, o principal problema foi sem dúvida a irregularidade exibicional. Demos tiros nos pés desnecessários. Tínhamos noção que o nosso grupo era o mais forte e com mais soluções. A subida de divisão tinha que ser alcançada! Merecíamos isso pela forma como trabalhávamos e por todas as adversidades que nos eram colocadas. Todos os nossos adversários entravam dentro de campo com grande respeito mas também com uma vontade enorme de ganhar! Apesar dos sobressaltos conseguimos chegar à última jornada só a depender de nós.
A principal virtude, como já salientei, foi a união do grupo. O apoio da claque e de alguns adeptos e amigos também foi muito importante.

Como era o ambiente no balneário no fim do jogo com o Cinfães na segunda fase? Onde é que foram buscar forças para os dois últimos jogos da época?O empate com o Cinfães não era um resultado que nos passava pela cabeça. Sabíamos que cada ponto perdido nos ia dificultando cada vez mais a tarefa. De qualquer maneira, cada jogo era uma final e partimos para a última com uma diferença de 3 pontos e dois golos. Tarefa difícil mas cumprida! Acreditámos sempre!

Estavam à espera de ver o Fontelo tão bem composto no jogo com o Anadia? Estavas em capo quando o Rui Santos fez o 2-0. Como foi viver aquele momento?
Sinceramente, estava à espera de mais público. Andavam uns rumores que vinham autocarros de Anadia para encher o Fontelo, o que não aconteceu. Quando entrámos dentro de campo e a massa associativa se levanta a gritar pelo clube, ficámos mais fortes e acreditamos que podia ser possível. Não foi fácil estar dentro de campo e saber, num momento, que o Tondela estava a perder 0-2 e que depois já tinha virado o resultado para 3-2! Nesse momento precisávamos de mais um golo! Foi um jogo muito desgastante, fisicamente e psicologicamente. O apoio dos adeptos foi extraordinário e são momentos como esse que tornam o futebol uma paixão.
O golo do Rui Santos, tenho dito, não é um golo! É um golão! Foi um momento único! O Rui teve algumas lesões durante a época mas apareceu quando tinha que aparecer. Está só ao alcance dos melhores. Desejo-lhe tudo de bom para a época que se inicia!

Quais os objectivos – individuais e colectivos – para a época 2009/2010?
Passam por ajudar o Académico a cumprir os seus objectivos e participar no maior número de jogos. Essencialmente, apresentar-me em melhor forma que na época transacta. Temos que entrar em todos os campos para ganhar!

Por fim deixa uma mensagem para os sócios e adeptos:Obrigado por todo o apoio demonstrado até agora e que na época 2009/2010 apoiem mais o clube! Nas vitórias e nas derrotas. Precisamos de um clube mais forte, a todos os níveis, para enfrentar a 2ª Divisão. Mais sócios, mais adeptos, porque o Académico merece!
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