Estádio Comendador
Manuel Violas, 26 de Maio de 1991
38ª Jornada da
Divisão de Honra
Árbitro: José Silvano
(Vila Real)
Sp. Espinho: Pudar;
Nene; Filó e Sousa; Vitinha, Zinho, Nelo (c), Ado (Vitoriano, 32) e Flávio;
Ivan e Fernando Cruz (Bessa, 69). Treinador: Manuel José.
Ac. Viseu: José
Miguel; Perduv; José Duarte e Faria; Albuquerque (c), Zé da Rocha, Falica, João
Manuel e Zé Nando; Alain e Herbert (Cândido, 88). Treinador: José Rachão.
Foto retirada do Facebook (página dos antigos jogadores e amigos do Académico)
Se ganhasse o Académico
subia. Se empatasse também podia subir desde que o Torreense não ganhasse no
terreno do Maia.
Em Espinho o
Académico não saiu do empate, um teimoso zero-a-zero. Daí teria que esperar
pelo outro resultado, na Maia. Aí começaram melhor os maiatos que chegaram ao
1-0 através de Sérgio Lavos. O Torreense, no entanto, deu a volta com golos de
Rosário e Baltasar, mas o golo de Abel (esse mesmo) para a equipa da casa, ao
minuto 80 “colocava” de novo o Académico na I Divisão.
Entretanto o jogo terminava em Espinho. Começou-se a festejar a subida mas eis que…
golo do Torreense! Seria apenas um infortúnio não se desse o caso do golo dos
torrejanos ter sido apontado por Elísio, jogador do Maia, que uma semana antes
tinha sido detido em Viseu (ver história aqui).
O Engenheiro José
Manuel Oliveira, então Presidente do Clube Académico de Futebol, pediu que a
competição não fosse homologada, que se investigasse a fundo o que se passara,
mas nada se passou.
Entretanto António
Rola, árbitro da partida do Maia 2-3 Torreense, dizia o seguinte sobre o
referido lance: “Aquilo era uma jogada inofensiva. O Rosário cruzou para dentro
da área e o Elísio, sem nenhum jogador junto a ele, meteu o pé ao pretender
aliviar – julgo eu -, de tal maneira que levou a bola a embater no poste e
entrar na própria baliza! Deduzo que quisesse ceder canto, embora repita, a jogada
era claramente inofensiva. Aliás o Maia quando fez o 2-2 poderia logo a seguir
ter feito o 3-2 e até o 4-2.”.
Por sua vez Elísio
clamava inocência. Dizia que só quando estava a tomar banho é que soube que o
Académico não tinha subido por causa do seu autogolo, que não sabia como estava
o resultado em Espinho. Nicolau Vaqueiro, treinador do Maia, defendeu o seu
jogador mas adiantando que Jorge e Careca (jogadores do Maia) é que estiveram
abaixo do que era esperado…
O Torreense subiu, o
Académico manteve-se… assim como se mantém a suspeição, 27 anos depois!