sexta-feira, janeiro 23, 2009

A entrevista do “chicoteado”

Entrevista do Ex treinador do Académico de Viseu ao Jornal do Centro

No domingo foi ao Fontelo ver o Académico de Viseu/Tocha?
Não, fui a outro campo ver um outro jogo da mesma divisão.

Deixou de ir ver o Académico?
Para já sim.

É uma questão de relacionamento com os sócios?
Não, penso que, até por uma questão de ética profissional. Vou dar algum tempo e, depois, mais lá para a frente, irei retomar as idas ao Fontelo com a regularidade com que ia.

Como é que um projecto como o do Académico de Viseu, apontado como inovador, cai de um momento para o outro?
É uma boa pergunta para fazer à direcção. Não coloquei o meu lugar à disposição, porque entendi que não tinha que o fazer, estava dentro daquilo que me comprometi. O porquê desta situação? Não posso ser eu a explicar.

Confirma que foi a segunda vez que a direcção o convidou a sair?
No final do jogo com o Anadia [5 de Outubro, 5ª jornada do campeonato], essa questão colocou-se e eu mantive a minha posição de não me demitir, porque, embora o Académico estivesse numa situação muito pior do que esta que estava agora, em décimo lugar, entendia que tinha condições e sentia-me com capacidade para dar a volta à situação e tinha dito mesmo que, por vezes, não é a mudança de treinador que resolve os problemas. Preferia perder 5-1 da maneira como perdi, do que perder 1-0 no último minuto. Uma derrota de 5-1 mexe com o orgulho dos jogadores e uma derrota de 1-0 faz-nos sentir que foi só um pequeno momento de desconcentração. São essas situações que nos dão força e alento para mudar aquilo que está mal.

Nessa altura que, só não saiu porque exigiu receber a verba correspondente à totalidade do contrato?
Não, eu falei com o presidente, e combinámos, no caso de haver uma derrota no Sátão, que colocaria o meu lugar à disposição. Essa questão nunca esteve em cima da mesa.

Ao sair agora, exigiu esse reembolsado?
Logicamente que, quando somos despedidos, temos duas opiniões distintas (direcção e treinador) e vai ter que existir um acordo. Mas são situações que não gostaria de abordar aqui.

Quinze dias depois, ainda ninguém lhe explicou porque o mandaram embora?
Eu já falei com a direcção a posteriori. No final do jogo com o Fiães (4 de Janeiro, 15ª jornada, em casa) foi-me comunicado que, a partir daquele momento, já não era mais treinador do Académico de Viseu. Senti, imediatamente a seguir, alguma preocupação da direcção em justificar esta atitude, mas, já não sendo treinador, depois de explicações a posteriori, entendo que já não tenho legitimidade e já não as procuro. São explicações que devem ser dadas aos sócios e à opinião pública em geral, se acharem relevante. Eu continuo a dizer que não havia matéria para sair do Académico da maneira como saí.

Sente-se injustiçado?
Não digo injustiçado, mas nunca me foi pedido para andar isolado no primeiro lugar com dez pontos de diferença do segundo lugar. Sempre me foi pedida uma subida de divisão e assumi isso. Enquanto eu estivesse à frente do Académico e sentisse que tinha possibilidades de assumir essa meta, nunca abdicaria da minha posição. Quando viemos embora, o Académico estava a quatro pontos do primeiro lugar, estava a um ponto do segundo lugar e estávamos nos seis primeiros da classificação, que dá acesso à disputa da segunda fase. Traduzindo estas contas para a segunda fase: estávamos a dois pontos do primeiro e com os mesmos pontos do classificado que dá acesso à subida de divisão. Foi isto a que me propus.

Num cenário destes, não sente injustiça?
Sinto, mas quem anda no futebol tem que estar preparado para isso. Um bombeiro que tiver medo do fogo não é um bom bombeiro, de certeza absoluta e quem tenha medo de ser "chicoteado" não pode ser treinador de futebol. Um treinador não pode passar domingo a domingo com medo de vir embora.

O académico de Viseu é um clube obcecado pela subida de divisão?
É um objectivo. Podemos fazer uma comparação: o Inter de Milão tem a equipa que tem e não ganha a toda a gente. O Académico é uma equipa média, estamos numa cidade como Viseu, estamos num campeonato da III Divisão, tem o orçamento que tem e tem que ter as suas dificuldades. Isso cria um bocadinho de ansiedade na maneira como se trabalha e na maneira como os jogadores abordam os próprios jogos. Os jogadores tinham níveis de ansiedade que podiam prejudicar a sua prestação em termos de jogos em casa, estávamos a trabalhar nesse sentido e penso que conseguimos. A partir do terceiro jogo em casa, invertemos a nossa tendência, à excepção do último jogo com o Fiães, mas com os contornos que foram.

Como assim?
Só quem estava desatento, ou quem não esteve no Fontelo é que pode acusar os jogadores e o treinador de responsabilidade da derrota.

No ano passado, a meta era subir de divisão e não subiu. A direcção, contra ventos e marés, segurou Idalino de Almeida [antigo treinador] incomodou-o esta diferença de tratamento?
O Académico, no ano passado dobra a primeira fase nos lugares da frente e peca pela segunda fase do campeonato. Este ano, no final da primeira volta, tinha mais um ponto do que no ano passado, o que quer dizer que se o Académico fizesse um campeonato idêntico ao da primeira volta podia fazer 50 pontos, o que era mais do que no ano passado. Agora, se era ou não o treinador em termos de suporte de direcção, é uma pergunta que tem que fazer à direcção, não a mim. Daquilo que se passou do outro lado e que não me foi dito, não posso tirar ilações.

Como foi escolhida a equipa para este ano?
Procurámos fazer uma mescla de jogadores com experiência e jogadores mais novos. Conseguimos baixar um bocadinho a média de idade. Fomos buscar jogadores de qualidade, mas que soubessem quem era o Académico de Viseu, que me conhecessem a mim e que eu os conhecesse.

Tinha a equipa que queria?
Tinha, à excepção de um ponta de lança diferente que já tinha pedido à direcção, mas que, por impossibilidade financeira, que eu compreendo, não me foi proporcionado.

Qual foi a influência do secretário técnico, José Monteiro, na constituição da equipa? Há quem chame à equipa do académico a "coutada do Monteiro"…
Mas são afirmações injustas de desconhecimento puro, de quem não sabe o que se passa no Académico. Se há pessoa que gosta do Académico, que trabalha 24 horas se for preciso, é o senhor Monteiro. Não houve nenhum jogador no plantel que não tivesse o meu aval. A única coisa que não fechou este ciclo foi a questão do ponta de lança.

Disse há pouco que a equipa tem, este ano, jogadores mais novos, mas o plantel ainda é avaliado como sendo uma "equipa velha" em idade.
No início apresentei uma dupla de centrais que eram o Tiago e o Calico e, do lado esquerdo o Leandro e do lado direito o Alexandre. Acusaram-me de inexperiência, porque era uma dupla de centrais muito nova, com falta de maturidade, com alguma falta de experiência. Dois ou três jogos depois, com o regresso do Sérgio, passou-se precisamente o contrário. Eu vou utilizar aqui uma expressão que não é minha: "o futebol continua a ser um passatempo colorido para muitas vidas cinzentas", o futebol é terra de toda a gente e não há a consciência de que ninguém mais do que o treinador quer ganhar. Essa questão de uma equipa velha, acho que, às vezes, no futebol, abusamos da teoria.

Mas ter jogadores com mais de 30 anos é normal?
É. A média do Académico em termos de idades é de 26 anos, em termos de jogo, no 11 que foi mais utilizado, seis jogadores estavam abaixo dos 23 anos

O problema da equipa não está na idade dos jogadores?
Não minha perspectiva não.

Tem outros problemas?
Um dos principais problemas que o Académico sentiu, enquanto estive à frente, foi precisamente os jogos em casa. Não é normal uma equipa, que tem que subir de divisão, que vá ganhar mais vezes fora do que em casa, que tenha mais golos sofridos em casa do que fora, que tenha mais golos marcados fora do que em casa. E nós, tivemos que, ao longo da primeira volta, trabalhar sempre esta tendência e conseguimos inverter.

O que influenciava os jogadores para essa realidade?
Há uma enorme ânsia do Académico subir de divisão e andar em outro patamar do futebol.

Mas o futuro do Académico não está assegurado?
A minha opinião não é essa. Tenho a certeza que, se o Académico subir, para o ano, poucas ou nenhumas alterações vai ter que fazer na equipa. O plantel também foi feito com base nisso. Necessitará de ser refrescada [a equipa] mas não com uma alteração substancial.

O Académico tem equipa para subir de divisão?
Sempre disse isso.

Ouvia-se no final dos jogos, da parte dos adeptos: "ganhámos, mas não jogámos nada", ou seja, as vitórias não convenciam os adeptos.
As pessoas têm sempre como modelo aquilo que se passa na televisão, nos grandes campeonatos. Nós estamos a falar numa III Divisão, com um orçamento bastante limitado e aqui temos que perceber é que, nestas alturas, são precisas vitórias, porque são os pontos que traçam as classificações e são os pontos que traçam os objectivos.

Era um treinador mal-amado?
Por quem?

Diga-nos.
Se era mal-amado ou não, não me compete a mim… sei aquilo que deixei e sei aquilo que fiz. Se sou um treinador pouco simpático, se sou pouco simpático…

Mas a empatia com os sócios, por exemplo, é importante para o clube.
É fundamental, mas se o treinador for antipático, se não tiver empatia com os sócios, mas se ganhar sempre é um bom treinador de certeza.

Queixou-se várias vezes da arbitragem. Os treinadores da região criticam, com frequência, a arbitragem. Quer comentar este sentimento?
O académico, depois da derrota com o Anadia, fez uma série de cinco vitórias. Depois, empatou em Avanca e tornou a ganhar em casa. Portanto, em oito jogos, fez sete vitórias. Na dobra da primeira para a segunda volta, o Académico atravessou uma fase de cinco jogos, quatro fora e um em casa, que era uma fase complicada em termos de campeonato, em que dobrámos a um ponto do primeiro lugar. Fomos a Cinfães, perdemos no último minuto, em que o resultado mais justo seria um empate. Em Lamas tivemos 90 minutos em termos de arbitragens complicados: O Académico teve dois jogos fora (Tocha e Vale de Cambra), em que foi "martelado" pela equipa de arbitragem e, mesmo assim, conseguimos ganhar.

A alegada atitude é só com o Académico ou com as restantes equipas do distrito de Viseu?
Senti diferentes fases no Académico, em termos de comportamento com as arbitragens, e o que sinto neste momento… (pensa), é que se nota uma diferença comportamental dos árbitros em termos de dualidade de critérios. O Académico, nas últimas três derrotas que me fizeram sair (Cinfães, Lamas e Fiães), no caso de vitória, passava para primeiro lugar.

Nesses três jogos faz críticas à…
À arbitragem. Em Cinfães menos, em Lamas muito, perdemos a oito minutos do final com um livre que não existe, com o Fiães, em casa, escuso-me de comentar. Eu não sei se há influência, mas que noto alguma diferença de tratamento dos árbitros relativamente aos adversários, noto. Era uma boa peça jornalista, fazer-se um apanhado do número de árbitros de Braga que já apitou o Fiães, este ano, do número de árbitros da Associação de Futebol do Porto que apita, por exemplo a União de Lamas. Do número de árbitros de Associação de Vila Real, que apita o Académico. São factos.

E que podem levar á leitura de influência?
As leituras já não sou eu que as faço, mas são factos que podem dizer: passa-se alguma coisa.

Acha que os dirigentes associativos deviam alertar mais a Federação de Futebol ou o Conselho de Arbitragem para essas situações?
Eu penso que sim. Mas há uma máxima no futebol: treinador para treinar, dirigente para dirigir e jogador para jogar. Eu estou a dar factos. As pessoas que analisem e depois tirem conclusões e, se forem de encontro, que se actue.

Esta saída do académico hipotecou-lhe a carreira de treinador?
Não. Primeiro, sou professor, depois, gosto também de ser treinador. Se me dessem a escolher por uma carreira de treinador ou de professor, optava pela de treinador, mas é uma questão de paixão. Gosto daquilo que faço e fui para o que faço por vocação. Não há problema se o futebol não existir na minha vida, agora, tenho essa paixão e consciência do trabalho que fiz e que faço.

Podemos encontrá-lo a treinar ainda esta época?
Não sei (sorrisos).

Já recebeu algum convite?
Não recebi convite nenhum. Também como não recebi nenhum convite quando saí do Penalva e cheguei ao Académico. Não sou daquelas pessoas que diz que já recebeu convites, quando não recebeu, para arranjar clube. Não é o meu estilo. Se surgir algum convite, com certeza, que o vou estudar, se não receber, não há problema.

Recebeu mensagens de conforto quando foi demitido?
Recebi de todos [os jogadores]. Foi-me proposto despedir dos jogadores ao balneário, eu não aceitei, disse que tinha outras maneiras de me despedir dos jogadores, enviei um SMS (por telemóvel) a todos eles e praticamente todos me responderam.

17 comentários:

Anónimo disse...

Exmºs Srs, gostaria em relação à transcrição desta entrevista manifestar o meu desagrado com o titulo que V. exas colocaram. Não sei qual foi o objectivo ao colocarem a palavra chicoteado (mesmo que entre aspas) mas como a propria palavra transmite tem um forte sentido perjurativo. Será que V. Exas não poderiam ter colocado um termo mais respeitoso por aquele que enquanto esteve à frente dos dstinos desta equipa deu o seu melhor? porque não sómente o sub-titúlo? Sinceramente e com todo o respeito a pessoa que idealizou este titulo é que merecia ser chicoteado e à força toda.

sexta-feira, 23 janeiro, 2009
João Nunes disse...

Sinceramente e em resposta ao comentário anterior, penso que o objectivo do ogirdoR, não seria insultar ou insinuar algo, porque não é com esse objectivo que este blog existe.
Em segundo lugar devo informar, que se eu tivesse direito a voto nas decisoes do clube, nunca o Prof. Borges teria saido nesta altura, em que ainda tudo é possivel.
Se temos grande equipa, também se deve ao seu empenho na pré-época.
Em terceiro lugar dizer ao anónimo, que discordo totalmente da ultima frase do discurso.
Não é mentira que o Prof. Borges foi chicoteado, embora admita que esta palavra é esquisita.


Por ultimo devo informar este anónimo que a Equipa da Magia do Futebol, teve oportunidade de agradecer ao Prof. Borges tudo o que fez pelo nosso clube, e desejou muitas felicidades para o futuro, e recebemos do mesmo um sentimento reciprocuo, do qual muito nos orgulhamos!

sexta-feira, 23 janeiro, 2009
VISOSUL disse...

Boa sorte Prof Borges. Parabéns pela sua entrevista...Homem calmo, sabedor...o Académico estava, digo, estava bem entregue.

Obrigada por tudo o que fez

sexta-feira, 23 janeiro, 2009
ogirdoR disse...

Podem-me chicotear à vontade tenho as costas largas.

O Professor Borges na entrevista ele mesmo usa a palavra chicoteado, veja:

"Sinto, mas quem anda no futebol tem que estar preparado para isso. Um bombeiro que tiver medo do fogo não é um bom bombeiro, de certeza absoluta e quem tenha medo de ser "CHICOTEADO" não pode ser treinador de futebol. Um treinador não pode passar domingo a domingo com medo de vir embora."

As aspas estão lá para alguma coisa. Fique descansado eu próprio entrarei em contacto com o Professo Borges e se ele se sentir ofendido com o "chicoteado" o "chicoteado" será retirado.

Tal como o João disse eu se mandasse algo, não mando nem tenho pretensões em mandar, ele continuaria a ser o treinador do Académico. Teria as mesma oportunidades que o Professor Idalino de Almeida teve.

José Ferreira (ogirdoR)- Sócio 525 do AVFC

sábado, 24 janeiro, 2009
ogirdoR disse...

Só para informar o Senhor anónimo que já enviei o mail ao Professor Borges.

sábado, 24 janeiro, 2009
JRA disse...

Após ler esta entevista tenho de ser extremamente crítico com a direcção do académico...

As coisas feitas desta maneira não vão a lado nenhum!Foram despedir o trreinador, dar-lhe uma indemnização, etc...e qual a razão??? Aparentemente nenhuma mt relevante...É certo que todos nós queriamos que o académico jogasse melhor e que estivesse no pelotão da frente do campeonato, mas o campeonato feito pelo prof. berges não foi assim tao mau quanto se possa parecer...

ATENCAO A DIRECÇAO: "AS COISAS NÃO SE RESOLVEM A DESPEDIR TREINADORES A MEIO DA EPOCA, OS CASOS DE SUCESSO SÃO MINIMOS"...

Agradeço a galhardia, o esforço e a dedicação que o Prof. Borges (quem eu até nem simpatizo mt como pessoa, mas respeito enquanto treinador) dedicou ao nosso clube...foi uma injustiça, sem duvida, que se fez porque nunca o deixaram concluir o seu trabalho!

Se acham que vai ser muito diferente com o Luis Almeida, stao enganados...

Abraço e força para todos os jogadores, nao podem voltar a falhar...nem podem acusar a pressao...

JRA

sábado, 24 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Despedir-se dos jogadores por sms?? lol

Ficou-lhe mal esta: "Ao sair agora, exigiu esse reembolsado?
Logicamente que, quando somos despedidos, temos duas opiniões distintas (direcção e treinador) e vai ter que existir um acordo. Mas são situações que não gostaria de abordar aqui."

Se se diz tão academista nunca aceitaria qualquer dinheiro do académico...

sábado, 24 janeiro, 2009
João Nunes disse...

Caro Anónimo, não sei qual a admiração...

Conhece algum empregado que sej despedido sem receber aquilo a que tem direito?

Leia 1º as leis antes de mandar bitaites. Não se esqueça que este treinador tem familia. Não é o amor dele ao Académico que põe a comidinha na mesa.

E até lhe digo mais... não fosse a forma como o processo decorreu, e se calhar o Professor até punha os interesses do clube á frente dos próprios interesses.

Mas isso quem tem de explicar não sou eu!

sábado, 24 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Como é habitual neste clube tudo se faz mal.. E agora quando se prestavam a chegar a acordo com alguem que deu o melhor por este clube decidem insultá-lo.
A podridão está nos dirigentes que tomam decisões sobre o joelho e passam sempre incolumes aos resultados.
Simplesmente triste mais este episódio de falta de acordo..
Mostra a fraqueza destes dirigentes que lembrem-se já fez isto a outros...

sábado, 24 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Retiro a ultima frase, e digo deveria ir para a cama descalço até ao fim da vida. Um abraço

segunda-feira, 26 janeiro, 2009
ogirdoR disse...

Mais o informo que o Professor José Miguel Borges não se sentiu ofendido pela palavra "chicoteado".

segunda-feira, 26 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Caro ogirdoR ainda bem que o Prof não se sentiu ofendido. deprendo que tambem não se sinta ofendido por ter sido despedido, ou porque o AVFC não ter chegado a um acordo com ele, ou porque... Enfim nem vale a pena comentar mais, está visto que o podem insultar porque tal como V. Exa deve ter as costas bem largas

quarta-feira, 28 janeiro, 2009
ogirdoR disse...

Não tenho mais nada a acrescentar. Não insultei ninguém. Por mim acaba aqui também esta discussão que no meu entender não tem pés nem cabeça.

quinta-feira, 29 janeiro, 2009
João Nunes disse...

Caro anónimo, a lingua portuguesa é complicada de interpretar.

Ainda não percebi, se está por dentro do processo de despedimento do Prof. Borges, ou se manda bocas para o ar, sem saber onde vão cair.

Nós na Magia, até sabemos como correu esse processo... Mas não podemos divulgar...

A ética assim o obriga...

Por acaso é sócio do Académico ...?

quinta-feira, 29 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Tenho a certeza que V. Exa ainda não era nascido e eu já era sócio do CAF. Eu nasci em 1965 o meu Pai fez-me sócio portanto sou sócio há 44 anos e V. exa? Mas realmente o que é que tem a ver se sou sócio ou não? este blog é reservado a sócios? Aceitem só comentários a quem colocar o nº de sócio neste caso do AVFC.Mas já agora se quer saber mais da minha pessoa posso-lhe dizer que o meu pai jogou n anos no CAF, foi director n anos, esteve inclusive na ultima subida do caf da 3ª para a 2ª divisão. Mas há mais, eu joguei muito tempo no CAf, (antes fui apanha-bolas) Fui dos poucos que mereceu um louvor numa das assembleias do CAF pelas direcções, pelos serviços (gratuitos) prestados ao CAF, houve épocas que o Caf não gastou 1 tostão em medicamentos, tenho ekm meu poder se quiser ver recibos de donativos feitos em diversas épocas e ainda hoje estou ligado por um cordão umbilical a este clube. Já agora o que è que V. Exa fez por este clube? È sócio ao menos? Desculpe a expressão mas cresça e apareça e não faça perguntas estupidas. Ainda esta época e para terminar tornei a dar o meu contributo gratuito ao CAF, nas camadas jovens. O jorjão de certeza que não sabe mas pela simples razão de que faço as coisas por amor ao Académico e não para aparecer nos jornais ou blog´s desta praça. Um Abraço academista e vou continuar anonimo porque o que me move não é o protagonismo mas sim como já disse o amor ao CAF/AVFC.

quinta-feira, 29 janeiro, 2009
João Nunes disse...

Caro anónimo,
Nasci em 1974, e sou sócio desde 1984 ou 1985, nem sei bem, porque já lá vão uns anitos.
Não é preciso ser sócio para comentar no blog, apenas o requisito que exigimos é opiniões com conteudo, e sem palavrões.
Nunca fiz nada de especial pelo meu clube, a não ser manter-me sempre fiel e sócio, e de há dois anos para cá fazer parte de um blog onde informamos tudo acerca do nosso clube.
O meu objectivo, não é de certeza fazer perguntas estupidas porque para isso acho que não vale a pena perder o meu precioso tempo.

Agora peço-lhe um favor especial, e desejo encarecidamente que o aceite. Mande-me um email para poder-mos dissipar alguns mal entendidos que da nossa conversa possam ficar.


a.magia.do.futebol@gmail.com

Obrigado

João Nunes

quinta-feira, 29 janeiro, 2009
Anónimo disse...

Peço-lhe desculpa por não atender o seu pedido, mas como já lhes transmiti quero manter-me anonimo e deixar o protagonismo para os outros. penso que entre nós não há mal entendido nenhum. Cada um vive o AVFC à sua maneira e como pode. Uns têm mais tempo e mais disponibildade outros nem por isso mas todos somos academistas. Um abraço e continuação de um bom trabalho em prol do AVFC aqui mais ligado ao futebol sénior, com o Jorjão mais com a nossa miudagem.

segunda-feira, 02 fevereiro, 2009