Um estudo realizado pela Universidade de Aveiro revelou que o nível de poluição em Viseu é superior ao limite. O estudo, publicado este sábado pelo DN, acentua que esta constatação se justifica pela existência de demasiadas partículas finas (poeiras resultantes da queima sobretudo de combustíveis automóveis), sendo que os níveis de ozono, dióxido de enxofre e compostos orgânicos estão dentro da média.
Ora nesse sentido, e em vésperas de Portugal realizar em Viseu um estágio de duas semanas de preparação para o Euro 2008, o Maisfutebol tentou saber junto do médico da selecção Nuno Campos até que ponto é que este nível de poluição pode prejudicar os jogadores. O clínico da equipa médica nacional revelou desconhecer o estudo em questão, mas não se mostrou preocupado com ele.
«Sabe-se, e há estudos que o comprovam, que a partir de trinta metros da zona por onde passam os automóveis as partículas finas diminuem drasticamente. Não sei exactamente em que área, ou em que áreas, de Viseu o estudo foi realizado, mas a selecção vai treinar numa zona extremamente arborizada e muito menos poluída. Vamos treinar no Fontelo, que é a fonte de oxigénio da cidade», garantiu Nuno Campos.
Para além disso, e como acentua o estudo, as partículas finas são sobretudo prejudiciais para as crianças. «Os adultos reagem melhor a este tipo de poluição», acrescenta Nuno Campos, garantindo não se tratar de uma preocupação capaz de condicionar a respiração dos jogadores. «Muitas vezes as partículas finas são provocadas pelo vento ou por um tecto de nuvens pontual. Não me parece que condicione os jogadores».
Deixo um testemunho á selecção: Podem vir para Viseu sem problemas porque eu, a minha família, e os meus amigos, vivemos cá, e ainda não morremos.
Não me parece que o ar de Viseu, seja mais poluído que o de Lisboa, Porto, Manchester, Madrid... etc.
Sem qualquer nexo esta noticia da qual o jornal online "Maisfutebol", faz manchete hoje.