quarta-feira, março 04, 2015

Sim, vale a pena!

Valerá a pena jogar bem e não ganhar? A pergunta surgiu aqui. A resposta de Ricardo Chéu, treinador do Académico de Viseu, tem sido “sim”. A pergunta que a seguir fiz foi esta – será mesmo verdade que o Académico perde muitas vezes?

O problema do Académico – se virmos que o facto de ser 13º é um problema – não residiu nas derrotas com Trofense, Atlético e Braga B, equipas que andam lá por baixo. O problema vem de trás, dos tempos de Alex Costa. Até ao momento, na Segunda Liga, nos mais diversos clubes, já tivemos 42 treinadores (1) a dirigir as equipas. Alex Costa, com 15 pontos em 15 jogos, teve logicamente a média de um ponto por jogo, apenas a 28ª melhor média. Se tivéssemos mantido essa média, a vida do Académico estaria ainda mais complicada, pois recordemos que 31 são os pontos do Olhanense, a primeira equipa na zona de descida.

Com Ricardo Chéu – o treinador das derrotas em cima mencionadas – as coisas ficaram diferentes. Com uma média de 1,688 pontos por jogo, o treinador academista apresenta a quarta melhor média de pontos por jogo. Está apenas atrás de Carlos Pinto (média de 2,182 pontos como treinador do Chaves), Quim Machado (1,952) e Filó (1,774).

Se Ricardo Chéu fosse o treinador academista desde o início da presente época – presumindo que a média de pontos seria a mesma – o Académico teria neste momento 52 pontos, ou seja, a apenas 3 pontos dos lugares de subida, seria o 5º classificado do campeonato

E se os atuais treinadores, estivessem nos clubes desde o início mantendo as atuais médias de pontos por jogo? Como seria a classificação? Neste caso o líder seria o Chaves com 68 pontos, seguidos do Tondela por 61 e Freamunde por 55. O Académico seria o 4º classificado com 52 pontos, ou seja, ainda dentro da corrida à subida.

Vale a pena jogar assim tão bem? Sim, vale a pena e os números assim o provam!

José Carlos Ferreira, sócio 325 do Académico de Viseu Futebol Clube

 (1) Não entraram nestas contas os treinadores com apenas um jogo. Carlos Pinto (Tondela e Chaves) e Nascimento (Atlético e Marítimo B) foram tratados como de pessoas diferentes fossem.

8 comentários:

Anónimo disse...

Bom artigo.

Uma coisa é certa, é mais provável ganhar jogando bem do que ganhar jogando mal.

Quanto ao caso particular do Académico, o problema, na minha opinião, continua a residir nos planeamentos das épocas.
Fazemos mal o trabalho no Verão e só em Janeiro é que equilibramos o plantel e mudamos de treinador. Só que aí já é tarde.

Miguel

quarta-feira, 04 março, 2015
Anónimo disse...

A verdade nua e cria.
Muitos foram os que se opuseram á vinda do treinador novamente mas a realidade é esta, com ele o Académico vence mais vezes e joga futebol que se farta.Se esta direção fosse mais profissional talvez estivéssemos em outro lugar e ele nunca sairia e estaríamos certamente num lugar de subida. Vamos esperar por Maio ou Junho para acertar a continuidade dos jogadores e treinador e depois será novamente tarde.
Cumprimentos

quarta-feira, 04 março, 2015
Paulo Teixeira disse...

Jogar assim somos reconhecidos sem duvida e isso atesta nesta excelente reportagem, mas em termos práticos o que fica para a história é o 13º lugar que não tem nada a ver com esta equipa, e o que custa é olhar para cima e ver equipas como esta da Oliveirense. Dos que estão á nossa frente só o líder Chaves e o Sporting da Covilhã (levá-mos um banho de bola no Santos Pinto) são superiores ao Académico o resto são equipas que vivem á custa dos erros dos adversários e dos erros dos árbitros, mas continuo a afirmar que somos muito anjinhos menos com Ricardo Cheu do que com Alex.
Concordo com muitos dos academistas que temos de preparar a nova época cedo, saídas entradas, e renovar com Ricardo Cheu, pois todos nós temos curiosidade de vê-lo a iniciar uma época em Viseu a direcção tem a palavra!
Para terminar sábado temos um «borrego» para matar na Madeira, desde a época 1996-97 que não ganhamos na Pérola do Atlântico, e esta vitória frente ao União da Madeira foi curiosamente a única vitória naquelas terras o resto é desolador com Marítimo temos 4 jogos 1 empate e 3 derrotas, com o Nacional 6 jogos 1 empate e 5 derrotas, com União 3 jogos 1 vitória (a tal) e duas derrotas e finalmente com o Maritimo B salda-se com 1 empate o primeiro ponto da época passada, eu acredito que vamos matar este borregão!

Paulo Teixeira sócio 752

quarta-feira, 04 março, 2015
Anónimo disse...

Será que vale a pena jogar bem. Então porque ja nomearam um arbitro do funchal para o jogo do maritimo b.
vergonha

quinta-feira, 05 março, 2015
Anónimo disse...

Como é que alguém pode dizer que o Chaves joga bem.Só quem não tem olhos na cara.Estão em primeiro mas são das piores a jogar, estão em primeiro porque têm melhores jogadores e não como equipa, com um treinador que é levado ao colo.

quinta-feira, 05 março, 2015
José Carlos Ferreira disse...

Li, e reli, e em lado nenhum está escrito que o Chaves joga bom futebol. Nem me interessa o Chaves, interessa o Académico.

É um hábito bem português, ainda nem sequer começou o jogo e já se questiona o árbitro. Para quê? Que ganhamos com isso? Só se for a antipatia arbitral.

Paulo Teixeira quando fala em ser anjinhos refere-se a quê? Acha que quando nos apanhámos a ganhar por 0-1 devíamos fazer o "chutão" para a frente, mandarmo-nos ao chão por tudo e por nada? Eu prefiro perder um jogo, do que o ganhar desta forma.

quinta-feira, 05 março, 2015
--FD disse...

Jogamos bem, é um facto, mostramos boa ligação entre os diferentes sectores mas o que verdadeiramente conta são as bolas dentro da baliza e nesse aspecto temos um aproveitamento muito baixo. Aproveitássemos mais as muitas oportunidades de golo que temos e teríamos, certamente, uma posição na tabela mais condizente com a qualidade do futebol.

Apesar de tudo, o objectivo da época (manutenção) está bem encaminhado e temos motivos para estarmos contentes com isso!

Força Académico!

quinta-feira, 05 março, 2015
Paulo Teixeira disse...

Olá José Carlos.
Eu quando digo que somos anjinhos refiro-me a pequenos pormenores que podem fazer a diferença como por exemplo no domingo há dois lances na area da Oliveirense que se fosse com um jogador mais batido podiam resultar em grandes penalidades, o queimar tempo se for bem feito pode fazer a diferença, um pontapé de baliza quando se está a ganhar se poder demorar mais 20 segundos do que devia alem de irritar o adversário ao fim de 10 são 2 minutos e ainda quebra o impeto do adversário, lembram-se na epoca passada o que o Moreirense (campeão) fez no Fontelo? infelizmente o que fica é o resultado.
Admiro e respeito a posição do José Carlos (já tinha dado conta que era assim a sua postura no futebol) no entanto como já dizia alguem da nossa tribo futebolistica «o fair-play é uma treta» .
Quanto ao chutão para a frente é claro que estou em completo desacordo com este sistema(???) de jogo, no inicio da epoca já sofremos bastante na pele o que é isto, mas tambem acredito que o chutão pode resultar como por exemplo no lance da alegada grande penalidade contra o Académico no jogo com o Atlético é opinião unanime que o Tiago Gonçalves devia ter despachado a bola de uma maneira mais prática, outra situação onde pode resultar é no ultimo minuto de compensação quando já se pensa em vitória, nunca aos 15 minutos de jogo até porque o sistema de jogo do Académico neste momento não admite essa saída, tem um futebol mais apoiado mais trabalhado.
Cumprimentos José Carlos.

Paulo Teixeira sócio 752

quinta-feira, 05 março, 2015