domingo, dezembro 14, 2014

Ac. Viseu FC 1-0 SC Farense

 ( Tiago Gonçalves festeja o golo - Foto Jorge Paulo )

Estádio do Fontelo, 14 de dezembro de 2014
19ª Jornada da Liga 2
Árbitro: Jorge Tavares (Aveiro)

Ac. Viseu: Ivo Gonçalves, Tomé, Eridson, Tiago Gonçalves e Dalbert; João Ricardo, Clayton e João Coimbra (Tiago Almeida, 55); Tiago Borges (Paulo Roberto, 73), Luisinho (Alex Porto, 86) e Sandro Lima. Treinador: Ricardo Chéu.

Farense: Ricardo Neves; Gualter Bilro, Lameirão (Yang Tan, 85), Wei Huang e Hugo Luz; Carlos, Neca (Adelaja, 60) e Bruno Carvalho; Hugo Ventosa, Hernâni (Matthew Silva, 73) e Edinho Junior. Treinador: Abel Xavier.


Golo: Tiago Gonçalves 80 (1-0)

O Farense começou com ascendente no jogo, com o Académico a ter muitas dificuldades em afastar a bola do seu meio campo defensivo.

Edinho Junior e Hernani, foram os jogadores algarvios em evidência, na equipa de Abel Xavier.

Aos poucos o jogo foi ficando mais equilibrado, mas a equipa academista tinha muitas dificuldades em construir jogo, trocando muito a bola entre os seus defesas, João Coimbra esteve bastante ausente do jogo e João Ricardo estava mais preocupado em travar os ímpetos atacantes da equipa adversária.

A primeira parte do jogo terminaria com um resultado justo, o empate.

Na segunda parte, a equipa academista veio mais esclarecida, com outra eficácia na construção de jogo ofensivo, ainda assim pouco eficaz, a boa prestação de Clayton Leite não era suficiente.

Ricardo Chéu e face ao que estava a acontecer no terreno de jogo, aos 55m, tira João Coimbra, e lança em jogo Tiago Almeida.

O jogo ganhou outra velocidade e dinâmica, Dalbert e Tiago Almeida, protagonizaram, jogadas de verdadeiro perigo pelo lado esquerdo do ataque. 

O golo tardava em aparecer, e Chéu lança  em campo para Paulo Roberto para o lugar do "apagado" Tiago Borges.

Tiago Almeida ainda marca de cabeça, mas o juiz da partida entendeu que o jogador viseense estaria em posição irregular. Os adeptos festejaram, mas não valeu...

A partir deste momento a equipa de Faro, praticamente só defendeu e o Académico por duas ocasiões enviou a bola á barra da equipa algarvia, uma delas através de Tiago Gonçalves.

Tiago Gonçalves viria mesmo a ser o "heroi" do jogo, uma vez que na marcação de um pontapé de canto aos 80m, a bola sobra para ele no interior da área pelo lado esquerdo do ataque, tem tempo para dominar, e apenas com o guarda redes pela frente, atirar para o fundo das redes.

Estava feito o golo, que colocava justiça no jogo.


Excelente vitória, numa tarde fria, e com muito poucos adeptos nas bancadas ! 

João Nunes

11 comentários:

Anónimo disse...

Bom jogo e muito bom resultado.
Merecido.
a Académico procurou mais e conseguiu a vitória, com muita mão de Chéu!
O que foi mau, muito mau mesmo, foi a ausência de público! Não se admite.
O nosso Académico merece que os academistas, viseenses e beirões estejam mais no Fontelo!
Como podemos estar desejosos de ver o nosso Académico na 1.ª Liga se não somos capazes de o demonstrar comparecendo, pelo menos, no Fontelo?
Academistas: O Natal está à porta e a melhor prenda que podem dar é tornarem-se sócios do Académico! E, claro, aparecerem SEMPRE no Fontelo!
Académico!

domingo, 14 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Segunda vitória seguida! Vamos a Olhão vencer! Vamos procurar os lugares cimeiros!
Boa atitude hoje, muito bem o mister a mexer na equipa! Muito bom, viva o Académico!

domingo, 14 dezembro, 2014
Paulo Teixeira disse...

Vitória justa arrancada a ferros, muito sofrimento mas quando acaba bem sabe melhor.
Neste momento temos 24 pontos, temos 4 pontos de vantagem sobre a linha de agua, já dá para respirar muito melhor e quando assim acontece podem aparecer vitórias, que pode muito bem acontecer já no próximo domingo em Olhão.

Paulo Teixeira sócio 752.

domingo, 14 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Campeonato Nacional da 2ª Liga
19ª Jornada, domingo, 14 de dezembro de 2014 – Estádio do Fontelo - Viseu
Ac. Viseu – 1 ; Farense - 0

Ivo na Baliza,
Tomé, Iridson, Tiago Gonçalves, Dalbert
João Ricardo, João Coimbra, Clayton, Tiago Borges;
Sandro Lima e Luisinho.
Entraram na 1ª parte:
Entraram na 2ª parte: Tiago Almeida, Paulo Roberto e Alex Porto para os lugares de João Coimbra, Tiago Borges e Luisinho


Treinador: Ricardo Chéu

Marcadores:
1ª parte:
2ª parte: Tiago Gonçalves

Resultado ao intervalo: 0-0


O Capitão resolveu!
Vitória justíssima, indiscutível, em jogo muito difícil de ganhar, como são todos nesta 2ª Liga.

Vitória certa da única equipa que quis assumidamente ganhar o jogo, numa exibição que não foi de gala, mas ainda assim merecedora, sem a mínima dúvida da vitória, pois o Académico foi a equipa que mais rematou que mais atacou que mais fez por vencer o jogo e foi a única equipa a criar oportunidades de golo.
O Farense treinado por Abel Xavier, excelente jogador da sua geração, mas a mostrar algum receio, enquanto treinador na forma como abordou o jogo, com uma postura ostensivamente defensivamente, na gíria do futebol, com o autocarro bem lá atrás. Pouco futebol este Farense para um candidato à subida de divisão.
O jogou-se iniciou-se em toada morna, com o Académico com poucas soluções para contrariar a super-defensiva equipa do Farense. Ainda assim as poucas jogadas de perigo da 1ª parte são claramente do Académico.
Na 2ª parte o Académico mais rápido sobre a bola cria algumas ocasiões claras de golo, não em grande número é verdade, mas ainda assim a justificarem o golo, que tardava em aparecer, até que a bola entra mesmo na baliza, mas o golo é anulado por fora de jogo (tenho de ver as imagens pois não tenho opinião definida sobre o lance). O tempo escasseava e este era uma daqueles jogos, em que no Fontelo, já se temia o pior, pois em situações idênticas em que nós atacávamos e não marcávamos o adversário ia lá À frente uma vez e marcava e ganha por 1-0, mas este Académico está com uma fé enorme e com uma alma do tamanho do mundo e foi Tiago Gonçalves, o nosso capitão a fazer o golo num remate bem colocado a 10 minutos do fim do jogo.
Daí em diante o Farense tentou ir em busca do golo, deixou mais espaço nas costas e o Académico criou mais um ou 2 lances de grande perigo onde poderia ter feito o 2-0. Assim não aconteceu e até final foi esperar que o tempo se escoasse para se concretizarem 3 importantíssimos pontos.
Este é um campeonato muito, muito, mesmo muito competitivo e ganhar cada jogo é uma tarefa muito árdua, por isso há que manter esta postura de jogo a jogo, seja em casa, seja fora, procurar sempre e só ganhar pois é com a soma sucessiva de 3 pontos que iremos gradualmente trepando na classificação geral.
Hoje, repito, a exibição não foi de gala, mas o resultado é excelente e a vitória é justíssima. No Porto, por exemplo, a exibição foi de gala e o resultado foi adverso, por isso, nem sempre se pode jogar muito bem e ganhar, há que perceber isso, e há que APOIAR e apoiar muito esta Equipa do Académico, pois o Clube está vivo e bem vivo, mas precisa que mais e mais se juntem a nós. A Direção, o Treinador e os jogadores merecem o nosso APOIO.
Arbitragem de excelente nível, embora mostrando um amarelo ainda na 1ª parte ao nosso central Iridson, em lance que não se justificava. No golo anulado ao Académico é o fiscal de linha que anula, e possivelmente bem, por isso nada a dizer, embora no Estádio não tenha ficado com qualquer certeza no lance

Sempre Académico!

Carlos Silva

domingo, 14 dezembro, 2014
Anónimo disse...

o problema da falta de público no Fontelo, é de facto um grande, mas não é apenas uma problema do Académico e do Fontelo, vejam por exemplo o Tondela-Beira-Mar, com o Tondela em posição de lutar pela subida e vejam quantos pessoas assistiram ao jogo.
No Oliveirense - Oriental, com a Oliveirense em 1º lugar, vejam só, menos espectadores do que no Fontelo, ou seja a crise no Futebol portuguÊs e a falta de medidas para que as pessoas vão efectivamente aos estádios é muito mais profunda e merecia ser encarada de frente por todos os responsáveis do futebol. Se me pedirem opinião eu estou disponível para dar 2 ou 3 ideias que julgo ajudarem para minorar tamanho problema.

Aqui ficam os números:

Ac. Viseu - Farense
556 espectadores

Oliveirense - Oriental
517 espectadores

Tondela - Beira-Mar
363 espectadores

Sporting B - Porto B
242 espectadores

Marítimo B - Quimarães B
102 espectadores

domingo, 14 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Parabéns aos resistentes que vão ao estádio, aos académicas, jogadores, treinador, Direcção... E a nós na magia. É um novo começo num longo campeonato. Pela força do cheu acredito que teremos mais alegrias. Forca academico

Marco em Toronto

segunda-feira, 15 dezembro, 2014
--FD disse...

Penso que o Sr Carlos Silva resumiu, como sempre, muito bem o que se passou no Fontelo. Ontem - principalmente na primeira parte - deu a ideia que o Académico não estava a jogar contra uma equipa mas sim contra um autocarro gigantesco. Ainda assim ainda falhámos algumas oportunidades de golo flagrantes! Não podemos ser tão perdulários e fazer tanta cerimónia no momento da finalização...

Felizmente o nosso capitão, que ontem fez uma grande exibição (na minha opinião foi o melhor em campo), marcou o golo que nos deu os três pontos e repôs a justiça no marcador.

Foi um resultado muito bom e que nos coloca numa posição a meio da tabela mas há que continuar a trabalhar com muita ambição e seriedade porque apesar dos excelentes resultados que temos vindo a alcançar, a linha de água está a apenas quatro pontos.

Em relação à falta de público há que tentar compreendê-la e definir uma estratégia para a combater.

A massificação da internet e de outros meios de comunicação permitiu às pessoas seguirem os clubes "grandes" nacionais e internacionais e foram perdendo interesse nos clubes da terra. Para além disto há o tempo frio e, obviamente, a tão falada e sentida crise. Nos anos 90 ainda existiam pessoas com o hábito de seguirem o clube local mas à medida que o tempo passa e se vão formando novas gerações esse hábito tem a tendência a desaparecer a menos que se faça algo... Esta questão afecta praticamente todos os clubes (a uns mais e a outros menos) à excepção dos três "estarolas" - e com especial incidência nos campeonatos secundários. No caso concreto do Académico há ainda a questão do estádio. Se é verdade que há trinta anos as pessoas viam os jogos de pé e à chuva também é verdade que neste momento isso é completamente impensável.

Como soluções para tentar resolver este problema concreto, assim de repente vêm-me à cabeça condições especiais para quem se tornar sócio na segunda volta, bilhetes para as famílias, organização de excursões pelo menos para os jogos na região e sempre com a condição de existir um número mínimo de participantes, entre outros.

Depois há também que tentar saber com a CMV qual o futuro do estádio. O nosso estádio precisa de algumas intervenções urgentes: iluminação a sério e uma cobertura, provisória ou não, para a bancada superior (ou parte dela).

Depois disto há também a velha questão: a maior parte das pessoas de Viseu gostaria de ter um clube na primeira divisão mas a verdade é que só marcam presença nos momentos bons. A tendência nas épocas anteriores tem sido o Académico a puxar os adeptos com os resultados e não o contrário. É fundamental inverter esta situação! Faltam quatro jogos para terminar a primeira volta e a segunda vai ser ainda mais complicada: três deslocações às ilhas, adversários a reforçarem-se em janeiro e um último terço de campeonato que é sempre de doidos. O Académico precisa de todos! Mais do que pedirmos a todo o custo um clube na primeira divisão o nosso foco deve ser o de criar um clube cada vez mais forte, com uma boa estrutura e capaz de ultrapassar os maus momentos!

Força Académico!
Vamos em frente!

segunda-feira, 15 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Caro FD, na sequencia do seu comentario, totalmente acertado, acho que há necessidade de ELOGIAR, por parte de sócios mais antigos, como eu, aquela rapaziada da claque/claques do Académico. Umas vezes com mais elementos, outras com menos, de forma determinada comparecem sempre jogo após jogo!

R.A

segunda-feira, 15 dezembro, 2014
--FD disse...

Tem razão caro R.A.

Não faço ideia se a claque ainda se chama Exército 1914 (pelo menos nunca mais vi nenhuma tarja com esse nome do estádio) mas ontem embora em menor número que a claque do farense prestaram um bom apoio.

E claro, na última subida de divisão foram sem dúvida importantíssimos no apoio à nossa equipa.

segunda-feira, 15 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Não há tarjas porque os agentes da PSP não deixam entrar qualquer tipo de bandeira, tarja, megafone...Tal como não deixaram entrar as tarjas e as bandeiras da claque do Farense. Há que fazer qualquer coisa porque se queremos continuar a ser bem recebidos fora, temos que saber receber na nossa casa.
Saudações Academistas.

terça-feira, 16 dezembro, 2014
Anónimo disse...

Propositadamente uma semana após o jogo, para que assim só os indefectiveis do Académico o possam ler, um comentário sobre a cada vez menor presença de pessoas no Fontelo.
Para além das outras razões já apontadas nos lúcidos comentários anteriores, somem-lhe o contributo que os actuais responsáveis do Académico dão.
Com muita pena minha, tenho de concluir que os actuais responsáveis do Académico não só afastam cada vez mais pessoas do Académico, como nada fazem quando lhes é dada a oportunidade para repararem as consequências dos seus erros.
Já não é de agora. Desde há muito tempo a esta parte que a actual Direcção pouco se preocupa com as consequências de algumas atitudes que toma, de forma que muitas pessoas que antes iam ao Fontelo não só deixaram de lá ir como hoje vêm o Académico com total indiferença. É que a ingratidão e os ataques pessoais doem. É o convidarem pessoas para cargos directivos e depois desconvidarem com o argumento de que são pessoas ligadas ao antigo Académico. É a razia completa que aconteceu nas camadas jovens, onde empurraram treinadores e pais de jogadores para outros clubes. E assim continuou a ser com a gala do Académico, que poderia ter sido o momento de reconciliação e de agregação e que representou precisamente o contrário.
Custa muito ouvir dizer a pessoas que muito fizeram pelo Académico, no final da Gala, que para eles o Académico tinha morrido.
Claro que, quando se festejam os 100 anos e nas homenagens incluem-se tudo o que era antigos jogadores e treinadores presentes na sala e, deliberadamente, se vota ao ostracismo todos os antigos jogadores, está-se a querer dar uma mensagem clara: os primeiros 90 anos do Académico devem-se aos treinadores e jogadores, os últimos 10 anos ao actual Presidente, que foi o único dirigente homenageado.
Ora, o actual Presidente tem 10 anos de Académico, havia na sala pessoas que deram muito mais do que 10 anos ao Académico, alguns deles com passagens pela 1ª Divisão e nem uma palavra mereceram. Fizeram coisas boas e más. Mas nisso não se distinguem do actual Presidente, nem dos treinadores e jogadores homenageados. O que é preciso que as pessoas saibam é que se o Académico teve jornadas gloriosas e tem os adeptos que hoje tem, deve-os ao passado que foi construindo. E para se obter os resultados que o Académico teve foi preciso ter jogadores e treinadores, mas sem dirigentes, médicos e demais estrutura nada teria existido.
Depois da afronta, o Presidente foi instado a reparar a falta, pedindo desculpa às pessoas e assim dando um sinal que quer ter todos os viseenses à volta do clube. Restou o silêncio e a mensagem claro para alguns que ainda iam ao Fontelo de que não são precisos para o Académico. E com o afastamento de meia dúzia de pessoas que se sentiram injustiçadas, afastarão muitas mais pessoas a quem estes demonstram a ingratidão que impera nos actuais dirigentes.
E assim se vai fazendo crescer um clube ...
Ricardo Brazete

sábado, 20 dezembro, 2014