sábado, outubro 15, 2016

Recordar: Eduardo

NOME COMPLETO
Eduardo de Jesus Álvaro
NOME
Eduardo
DATA DE NASCIMENTO
15/10/1951
NATURALIDADE
Viseu
POSIÇÃO
Médio
ESTREIA
U. Leiria 5-0 Ac. Viseu (11/11/1970)
PRIMEIRO GOLO
Ac. Viseu 3-3 Oliveirense (31/10/1971)
JOGOS
155
GOLOS
2
ÉPOCAS
69/78



No dia em que comemora o seu 64º aniversário recordamos este grande nome do futebol viseense. Hoje é dia em que os adeptos do Académico de Viseu e os do Viseu e Benfica se devem unir e dizer em uníssono: Parabéns Eduardito!
Eduardito foi um médio com boa técnica (futebol curto), uma boa visão de jogo e jogador de grande entrega ao jogo o que fez com que os adeptos academistas o acarinhassem desde o seu primeiro jogo ao serviço do CAF. Como ponto fraco talvez se lhe possa apontar o defeito de ter feito poucos golos, embora tenha feito vários de grande penalidade já que era um dos marcadores de serviço.

Camadas jovens: Iniciou-se no Viseu e Benfica (66/67) com 15 anos na categoria de juvenil que era o escalão mas baixo na altura chegando a participar no nacional da categoria. Ficou no SVB na época seguinte. Em 68/69 transferiu-se para o Académico de Viseu sagrando-se campeão distrital da categoria de juniores e consequentemente actuou no campeonato nacional de juniores zona norte.

Sénior do Ac. Viseu: Como sénior do Académico de Viseu Eduardito fez 9 épocas com o manto sagrado. Estreou-se com 18 anos no célebre ano da “Camisola da Humildade”. Foi por diversas vezes capitão de equipa e esteve em duas subidas muito importantes do nosso clube – em 75/76 na subida à II Divisão Nacional e em 77/78 na primeira subida do clube à divisão maior do nosso futebol.

Sénior do Viseu e Benfica: No Académico acabou por não jogar na I Divisão e transferiu-se para o SVB (actuou sempre nos nacionais). No SVB jogou até 87/88 (conseguiu uma subida à II Divisão), foi capitão de equipa, e terminou aí a sua carreira de jogador – quase a completar 37 anos.

Carreira como treinador
: Viseu e Benfica (88/89), 6 épocas no Oliveira de Frades (intercaladas), 4 no Sátão (intercaladas), 4 no Campia (intercaladas, Carvalhais e Travanca. treinou também os juniores do CAF no nacional da I divisão, sendo o Viseu e Benfica, em 2009/2010, o último clube treinador por si. Como treinador orgulha-se, por certo, de ter subido com o Oliveira de Frades à III divisão nacional e o Carvalhais à Divisão de Honra. Quando foi treinador dos juniores do CAF o clube manteve-se no nacional da categoria jogando com Porto, Boavista, Leixões, Feirense, entre outros. Foi também coordenador do futebol jovem do Académico de Viseu num ano em que só os infantis não actuavam nos nacionais, sendo esse o melhor ano de sempre do CAF nos escalões de formação.

Nota: Os números apresentados - golos e jogos - correspondem aos jogos apurados até ao momento. Apesar de ser conhecido como Eduardito o título do post - Recordar: Eduardo - deve-se ao facto de ser esse o nome que sempre aparecia nas fichas de jogo. 
A MAGIA DO FUTEBOL teve a colaboração do próprio na elaboração deste post.

8 comentários:

Fernando Jesus disse...

Sou um bocado suspeito para falar deste grande homem, na medida em que estou a falar do meu pai!
Queria aproveitar para lhe desejar um feliz aniversário de alguém que têm muito orgulho nele.
Aproveito também para felicitar A Magia do Futebol pela continuação do optimo trabalho que vêm a desenvolver.
Abraço
Negrete

sexta-feira, 15 outubro, 2010
ogirdoR disse...

Em que posição jogava? Fala-nos mais sobre a careira dele!

sexta-feira, 15 outubro, 2010
Fernando Jesus disse...

Era médio centro, tinha grande dinâmica e visão de jogo.

Na sua carreira actuou nos dois clubes mais representativos da cidade, CAF e SVB.


Abraço
Negrete

segunda-feira, 18 outubro, 2010
Anónimo disse...

Camisola da humildade? Desconhecia por completo esse momento da história do nosso Clube. Alguém me explica a origem desta expressão?

Saudações Academistas

sábado, 15 outubro, 2011
Anónimo disse...

Peço desculpa,nao quero beliscar as qualidades de Eduardito,mas a melhor epoca de sempre das camadas jovens academistas nao foi essa. A melhor epoca foi, penso que em 1994/95/96 em que para além de estarem todas as categorias nos nacionais, os juniores foram disputar a fase final de apuramento de campeao nacional. Nesse ano o Sporting foi campeao nacional,jogavam Simao Sabrosa, Luis Boamorte, entre outros e foi campeao. Só mais uma achega, o Academico foi a unica equipa que tirou pontos ao Sporting, 2-2 em casa (jogo nos Trambelos, Vildemoinhos). Mais ainda, deixou o FCP para tras na anterior fase, pois a fase final foram Sporting, Benfica, Boavista e Academico. Na epoca seguinte o junior Marco Almeida(actual senior academista) transferiu-se para o FCP. Esta foi a melhor epoca da historia!!!

sábado, 15 outubro, 2011
Anónimo disse...

A "Camisola da Humildade" era uma expressão usada por esse "monstro sagrado" do academismo, José Alves Madeira.
Era uma das suas lições, que também eu ouvi muitas vezes no nosso Académico, de que as grandes vitórias são conseguidas com a Camisola da Humildade e não com as gabarolices e fanfarronices antecipadas!! As camisolas nunca ganharam nada. Se entrares em campo com uma camisola famosa e não fores humilde e trabalhador, se não meteres no jogo toda a tua humildade, sem humilhar o adversário, podes ter a certeza que não ganhas, mesmo que goleies.
E o José Madeira concluia: Se entrares com a tua humildade, com a tua camisola da humildade, ganhas sempre, mesmo que percas nos golos!
Olha rapaz, veste a tua pele, a tua camisola da humildade e vai lá para dentro honrá-la.

Meus caros, nós até tremiamos nos velhinhos balneários por baixo da bancada quando ouviamos estas palavras e quando entravamos em campo faziamos tudo por honrar aquela camisola, honrando também os adversários.
Lembro-me de um jogo no Fontelo em que jogavamos com uma equipa muito fraca, já não recordo qual e toda a gente perguntava só por quantos iamos ganhar. O José Madeira olhou o nosso avançado nos olhos e perguntou-lhe quantos golos pensava marcar. Ele respondeu 5 ou 6, a rir-se. O Madeira fitou-o muito sério e disse-lhe que por ele o moço podia ir vestir-se porque não jogaria, porque não envergava a camisola da humildade!
O nosso avançado ficou parado e depois começou a chorar e a pedir desculpa pela maneira como estava a fanfarronar.
Entrou em campo, marcou uma série de golos, goleámos e no final foi junto do guarda-redes adversário pedir-lhe desculpa e oferecer-lhe um galhardete do Académico. Era ver o orgulho do José Madeira, embevecido a seguir esta cena.

Histórias vivas do nosso Académico!

Lumago

domingo, 16 outubro, 2011
Anónimo disse...

Para quando a constituiçao de um livro que relate estas e outras historias do Academico. A malta jovem nem sabe quem foi Jose Alves Madeira. Pensem nisso.

segunda-feira, 17 outubro, 2011
A MAGIA DO FUTEBOL disse...

Amigo anónimo, não temos nós pensado noutra coisa! Poder ser que um dia esse livro seja mesmo uma realidade! Por enquanto é um sonho.

terça-feira, 18 outubro, 2011