sexta-feira, abril 14, 2017

Recordar: Gil

NOME COMPLETO
Jorge Humberto Gil da Silva
NOME
Gil
DATA DE NASCIMENTO
14/04/1966
NATURALIDADE
Guiné Bissau
Posição
Avançado
ESTREIA
Ac. Viseu 3-3 Alcobaça (03/11/1985)
PRIMEIRO GOLO
Ac. Viseu 3-3 Alcobaça (03/11/1985)
JOGOS
70
GOLOS
16
ÉPOCAS
85/88

Jogador com formação no Sporting Clube de Portugal veio, do Viriato e Benfica (84/85), para jogar no Académico que tinha acabado de chegar à II Divisão.

Só se estreou na 7ª jornada, lançado pelo treinador Idalino Almeida, em jogo que o Académico empatou com o Alcobaça (3-3) e Gil foi autor de um dos golos. Os outros golos academistas foram marcados por Cunha e Amadeu.

Fez pelo Académico de Viseu 70 jogos e marcou 16 golos. Conhecido como a "alegria do povo", Gil actuou durante três épocas com a camisola do CAF sendo a "arma secreta" de Carlos Alhinho na famosa equipa que subiu à I Divisão em 87/88. 

Outros clubesMealhada (88/89), Vitória de Setúbal (89/90), Leixões (90/92), Penafiel (92/93), Lamego (93/94), Águeda (94/95), Santa Clara (95/96),  União Micaelense (96/97), Operário (97/98), Portosantense (98/99), Miléu (99/00), Capelense (00/01), Vila Franca (01/02) e São Roque (02/04)

18 comentários:

Anónimo disse...

foi um grande,eu lembro-me dele,quando entrava era uma festa,e quase sempre marcava golo....velhos tempos

terça-feira, 14 abril, 2009
Anónimo disse...

Olha quem ele é! O Grande "Giló"!
Era a "arma secreta" do malogrado Carlos Alhinho. Que me lembre, nunca foi titular. Mas entrava quase sempre, especialmente quando as coisas estavam mais complicadas. E, qual Liedson, resolvia quase sempre.
E era engraçado ver, quando saltava do banco para o aquecimento, a bancada a entrar em apoteose, quase como se de um golo se tratasse!
Enfim, aquela época de 1987/88 foi fantástica, a última época verdadeiramente gloriosa do saudoso CAF!
Obrigado à "A Magia do Futebol" por irem avivando a nostalgia a estes "velhos" saudosistas!

Nuno Costa
Viseu

terça-feira, 14 abril, 2009
ogirdoR disse...

Não é preciso agradecer. É para nós um grande prazer fazer este trabalho. Com estas recordações já conseguimos arranjar dois mails de ex academistas. Assim que for possível (haja tempo e disponibilidade) traremos novidades.

terça-feira, 14 abril, 2009
Anónimo disse...

Segundo o que ouvi dizer está nos Açores

terça-feira, 14 abril, 2009
jose cravo disse...

Estou plenamente de acordo com o Nuno Costa. Era a alegria do "povo".
Era a "arma secreta", raramente era titular.Quando se levantava do banco para os exercicios de aquecimento, era o delirio no Fontelo. E depois,
cada vez que tocava na bola, meu Deus...
Foi sem duvida uma epoca inesquecivel.

terça-feira, 14 abril, 2009
ogirdoR disse...

Foram tempos que eu não vivi. Apesar de ter nascido em Viseu e de morar no concelho estudava em Vila Nova de Paiva. Tinha 12, 13 anos na altura mas vir a Viseu não era fácil pois era uma altura em que não havia transportes (carros individuais) como agora há. É por isso que sempre digo que sou academista por convicção. Ninguém me obrigou a ser do Académico. Nunca o meu pai, ou outro familiar, me levou ao Estádio do Fontelo ao contrário de hoje em dia que sou eu que puxo por ele para ir lá. Pensar no Fontelo novamente cheio será utopia? Penso que sim.

quarta-feira, 15 abril, 2009
Anónimo disse...

HEI... este homem era o meu herói de infancia... cada vez que passava por ele na rua era uma alegria...!! Quando entrava no campo era a alegria pelo estádio.
Eu era muito pequeno, 5/6 anos, mas relembro um jogo, que estávamos a perder um zero ao intervalo, e eu só pedia que o gil entrasse, que o gil entrasse, quando entrou penso que goleámos, tenho ideia que virámos para uns 5 ou 6-1... Não sei precisar o jogo nem o resultado final, mas que goleámos goleámos!!Era o meu herói...
Sprees

quarta-feira, 14 abril, 2010
Anónimo disse...

Alegria do povo como era conheecido
no meio.Naquele tempo o RCI e a RR viseu e a RDP Viseu transmitiam os relatos.Ora jorge Bastos agora correspondente da RTP e da RDP de Viseu,era o ralatador do RCI,e lançou esta para o"ar"e nós os comentadores,diziamos o mesmo.Foi no tempo do presidente Eng.José Manuel de Oliveira,do Delfim,do João da Basmiler,do Couto,do Joao Bonzão etc e do treinador Alhinho.Velhos tempo grandiosos do Académico.

quinta-feira, 15 abril, 2010
lena disse...

OgirdoR: Obrigada por nos fazeres recordar momentos fantásticos que se passaram no Fontelo.
Queria apenas rectificar alguns factos: O Gil (Giló - A alegria do povo) jogou no Académicos nas épocas de 85/86, 86/87 e 87/88. ´
Jogou também: Lamego (93/94), Águeda (94/95), Santa Clara - Açores(95/96), União Micaelense - Açores(96/97), Operário - Açores (97/98), Portosantense - Madeira (98/99) e Mileu - Guarda (99/00).
Nunca jogou no Montijo nem no Alcochetense.
Agora anda dividido entre Açores e Nice - França.
Vai ficar muito feliz quando vir este blog e em particular esta mensagem.

Saudações Academistas e Sportinguistas,
Lena

sábado, 05 junho, 2010
ogirdoR disse...

Obrigado pelas informações lena. o que aqui coloquei é o que anda pela net. Assi, que possível vou alterar. Se nos poder fornecer o contacto do Fil agradeciamos.

sábado, 05 junho, 2010
Anónimo disse...

nesta foto podemos recordar o Gil...
http://www.facebook.com/album.php?id=100001583671373&aid=33903#!/photo.php?fbid=149857568410365&set=a.149857541743701.33903.100001583671373&type=1&theater

quinta-feira, 14 abril, 2011
nery disse...

Olá Gil
Onde quer que estejas só espero que a vida te corra bem.
Eras um ponta de lança a sério.
Durante algum tempo andei aborrecido contigo por causa daquela cena do lenço lembras-te?
Académico-Mangualde.
Tudo passa. isso faz parte da nossa história.
Envio-te um grande abraço

Nery

sábado, 30 abril, 2011
Anónimo disse...

Ainda sobre o Gil:

http://www.aipa-azores.com/rostos/ver.php?id=22

quarta-feira, 18 abril, 2012
http://www.aipa-azores.com/ disse...

Nome: Jorge Humberto Gil da Silva
Idade: 45 anos
Profissão: Profissional de futebol
Lema de Vida: Paz e Amor
Passatempo Favorito: Futebol

Jorge Silva é um guineense que desde cedo dedicou a sua vida ao futebol. Foi com a carreira futebolística que aos 16 anos iniciou o seu processo de imigração. Hoje encontra-se longe de Guiné-Bissau mas com uma grande vontade de ajudar o seu país.

Conte-nos um pouco do seu percurso migratório. Há 28 anos saí de Guiné-Bissau e vim para Portugal jogar na equipa júnior do Sporting. Era muito jovem mas, apesar disso, integrei-me facilmente e adaptei-me ao país. Depois passei pelo arquipélago da Madeira onde fui jogador do Porto Santo. Mais tarde, vim viver para os Açores porque fui convidado para jogar no Clube de Santa Clara. Em São Miguel fui também jogador do Clube União Micaelense, Operário e do Águia dos Arrifes.

Como surgiu o gosto pelo futebol? O gosto surgiu em criança, como um menino de África que, joga na rua com uma bola de trapos. Eu e os meus colegas fazíamos pequenos campeonatos de bairro com outras crianças e assim foi crescendo aquela grande vontade de jogar futebol.

Quando veio para cá como estavam os Açores em termos futebolísticos? Eu vim para São Miguel há cerca de 11 anos e nesta época o futebol era levado mais a sério nos Açores. O Santa Clara estava na 3ª divisão e o estádio enchia de adeptos. Actualmente, o clube está na liga de honra e as bancadas não enchem quando há jogos.

No início teve dificuldades de adaptação? Eu não tive grandes dificuldades de adaptação. Com a minha alegria, simpatia e com a minha maneira de comunicar com as pessoas adaptei-me facilmente aos açorianos e à ilha. Mas também já estava habituado a viajar e a viver em diversos sítios. Saí da minha terra com 16 anos e desde então já passei por muitas terras. Actualmente ainda viajo muito porque estou em França a trabalhar.

quarta-feira, 18 abril, 2012
http://www.aipa-azores.com/ disse...

Falando no seu país gostaria de regressar?

Regressar a Guiné para construir uma nova vida, não. Mas, voltar para investir e para ajudar a desenvolver a minha terra, aí sim. E é o que estou a fazer actualmente porque estou para abrir um negócio em Guiné-Bissau. Aproveitando este assunto queria salientar que estou disponível para ajudar a todos os empresários ou pessoas que queiram investir em Guiné, pois tenho lá suporte para dar apoio. Por isso, deixei o meu contacto na AIPA.

Sente-se bastante ligado com a sua terra natal? Sim, até porque tenho lá alguns dos meus irmãos, sobrinhos e estou sempre a ajudá-los. Eu não quero perder esta relação que tenho com a minha terra e, por isso, serei um dos que vai ajudar a construir Guiné-Bissau. Eu estou disponível para ajudar o meu país e quero trabalhar para ajudar às crianças que estão a passar fome e que andam descalças. Tem uma grande vontade de ajudar Guiné-Bissau? Sim, esta é uma necessidade que eu incuti quando deixei de jogar futebol, tenho que contribuir, seja no que for, para o bem do meu país. Cada vez que vou a Guiné-Bissau levo malas e caixas com roupas usadas para distribuir aos mais pobres. Eles agradecem imenso e é bom ouvir um obrigado, pois dá mais vontade de ajudar.

E como se sente quando faz sorrir estas pessoas por momentos?

Nestas alturas sinto-me muito contente e orgulhoso.

Quando saiu da sua terra sentiu com certeza saudades. Do que sentiu mais falta? Eu tenho saudades de quase tudo, dos meus amigos de infância que deixei, do cheiro da terra de África, daquela fruta, como a manga, que cai na cabeça de uma pessoa que passa e esta apanha a fruta e come. Tenho muitas saudades de tudo isto.

Disse há pouco que está actualmente a trabalhar em França. Como surgiu esta oportunidade? Eu estava cá a treinar a equipa sénior do Clube Águia dos Arrifes e, através de um primo meu que, estava em França, surgiu-me a oportunidade de ir para lá treinar uma equipa.

E pensa voltar para os Açores? Eu penso sempre em voltar para os Açores. Ponta Delgada é uma cidade onde fui muito bem recebido, é onde tenho a minha mulher, o meu filho e a minha casa. Desde o dia em que pisei o aeroporto desta ilha, considerei-a logo como sendo a minha segunda casa porque é onde me sinto bem, onde as pessoas me respeitam e já me conhecem.

Tem dois filhos. Eles já têm alguma noção das suas origens? O mais velho já foi a Guiné. Mas ainda faço questão de levar o meu filho mais novo e a minha mulher à terra onde nasci. Assim, o meu filho ao conhecer as minhas origens e ao perceber que tive de trabalhar muito para chegar onde cheguei, terá mais vontade de lutar para ter as suas coisas. É muito importante que os filhos dos imigrantes que, nasceram em África, percebam como é que as pessoas vivem neste continente e as dificuldades que sentem no seu dia-a-dia.

Tendo em conta que é uma pessoa que viaja muito e que já viveu em muitos lugares, como se define? Eu neste momento defino-me como um cidadão do mundo. Onde estou sinto-me bem, onde vou ou passo, as pessoas tratam-me bem e eu respeito-as.

Rumos Cruzados de 21 de Abril de 2011.

quarta-feira, 18 abril, 2012
Helder" Lélo " disse...

Ganda Jogador e gande HOMEM, quando jogou no leixoes era igual a bancada entrava em delirio quando ele entrava em campo, só se ouvia na bancada " ò meu Giló ó meu menino "
Abraços á familia Giló ... Lena"Madrinha" Rui "Afilhado", JP"Sobrinho e o Grande Giló alem de ser meu Padrinho é o meu melhor amigo de sempre, és o maior meu Irmão...

quinta-feira, 02 maio, 2013
Paulo Teixeira disse...

A alegria do povo, quando entrava revolucionava o jogo todo, se aquilo tinha sido doloroso para a equipa adversária quando entrava o Giló era um massacre, velhos tempos 1987-88.

terça-feira, 15 abril, 2014
Paulo Teixeira disse...

Tenho esperanca de ver um jogador academista encarnar no grande Gilo e marcar o golo da vitoria no ultimo segundo do academico-covilha da ultima jornada e a gente safar-se tal como aconteceu em 1987!

quinta-feira, 14 abril, 2016