domingo, abril 22, 2018

SC Braga B 2-2 Ac. Viseu FC

Estádio 1º de Maio, 22 de abril de 2018
35ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Daniel Cardoso (Aveiro)

Braga B: Tiago Pereira; Thales Oleques, Dinis, Lucas e Pedro Amador; Didi, Loum, Ricardo Ryller (Crespo, 78) e Trincão (Simão, 59); Jonata Bastos (André Ribeiro, 50) e Luther Singh. Treinador: Wender.

Ac. Viseu: Jonas; Joel, Bruno Miguel (c), Zé Paulo e Lucas; Capela (Tarcísio, 90) e Fernando Ferreira; João Mário (Erivaldo, 78), Avto e Sandro Lima; Nsor. Treinador: Manuel Cajuda.

Expulsão: Loum 84

Golos: Loum 25 (1-0), Avto 52 (1-1), Ricardo Ryller 56 (2-1), Nsor 60 (2-2)

O Académico, desfalcado e com Zé Paulo a central, empatou hoje no terreno da «versão B» do SC Braga, e ficou ainda mais longe da subida, embora a matemática ainda nos mantenha na corrida.

Nos primeiros minutos houve mais Braga, mas sem grande perigo para o estreante Jonas. O Académico com o passar dos minutos foi melhorando, sobretudo jogando pelas alas com João Mário e Avto, e foram mesmos os extremos academistas a criarem a primeira sensação de perigo, mas o passe do guineense não saiu bem.

Ainda antes do golo inaugural, que seria para a turma da casa, realce para um bom remate de Fernando Ferreira, para um excelente cruzamento de João Mário que Nsor não consegue desviar e para uma boa combinação Avto/Nsor com o ganês a cruzar, mas Sandro Lima não conseguiu chegar à bola.

Aos 25 minutos golo do Braga: pontapé de canto, bola atrasada para a entrada da área, ninguém a sair ao jogador do Braga que remata. Jonas defende como pode, para  frente, e Loum, que foi o primeiro a reagir, atirou a contar.

O Braga voltou a crescer na partida, colocando o Académico em dificuldades sobretudo nas bolas paradas, mas Nsor por duas vezes, e João Mário mesmo a fechar a primeira parte, mostraram que o Académico queria e merecia mais.

O Académico entrou bem na segunda parte e esteve bem perto do golo, primeiro por Nsor, a cruzamento de João Mário, e na sequência do canto Bruno Miguel obrigou Tiago Pereira à defesa da tarde!

O golo do empate academista surgiu aos 52 minutos. João Mário, mais uma vez ele, criou o desequilíbrio na direita local de onde cruzou atrasado para a entrada de Avto que fuzilou o guardião bracarense.

Quando se pensava que o Académico ia embalar de forma decisiva para a vitória, o Braga marcou o seu segundo golo 4 minutos depois. Má saída do meio campo academista, que dá de borla a bola ao adversário, com os jovens arsenalistas a trabalharem bem a bola, misturada com alguma apatia defensiva, e golo do Braga.

A reação ao golo do 2-1 foi imediata. Aos 60 minutos, após falta na esquerda, Fernando Ferreira colocou a bola na cabeça de Nsor que não perdoou.

Na última meia hora o Académico mostrou muita vontade, muito esforço, mas nem sempre as melhores opções foram tomadas. A bola andou quase sempre a rondar a baliza da equipa B, mas a verdade é que nem contra dez (nos últmos 10 minutos) o Académico consegui fazer o terceiro golo.

Notas aos jogadores (atribuídas pelo Record e aceites por nós para a eleição de jogador do mês(jogador do ano): 3 - Jonas, Joel, Bruno Miguel, Zé Paulo, Lucas, Capela, João Mário, Avto, Sandro Lima e Nsor; 2 - Fernando Ferreira e Erivaldo; 1- Tarcísio.

3 comentários:

Anónimo disse...

Acabou a nossa época, a quase um mês do fim, incrível, falhamos todos, em toda a linha, pois foi meio campeonato em 1º lugar e depois a pior época dos últimos 30 anos a partir daí a jogar em casa, 5 meses, sim, repito, volto a repetir, 5 meses, vou escrever novamente, 5 meses, uma só vitória em casa, para quem ainda não percebeu, escrevo de novo: Em 5 meses o Académico ganhou apenas um jogo em casa. A nossa pior época em casa na últimas décadas nestes últimos 5 meses. Foi uma sucessão de resultados negativos em casa que levou a este desfecho terrível, ou seja a um mês do fim ficámos fora da luta pela subida, acabou e acabou da pior maneira, pois no último minuto do jogo temos um canto a nosso favor, repito, um canto a nossa favor no último minuto do jogo e temos Jonas na Baliza, 1:90, sim o nosso GR é muito alto, mas ficou na sua área, incrível, canto a nosso favor no último minuto, última oportunidade da época e dos últimos 30 anos, para ainda podermos ter uma possibilidade de poder acreditar nos últimos 3 jogos, mas Jonas não recebeu ordens, para subir à Grande Área e quem sabe marcar o golo da vitória. Foi a única falha que tenho a apontar a MAnuel Cajuda e a todo o banco Academista, pois é uma falha imperdoável. No jogo jogado, 1ª parte de equilíbrio, Académico sem sorte, a sofre um golo quando nada o fazia prever. Depois várias situações e zero golos para o nosso lado.
2ª parte, excelente entrada do Académico, 15 minutos de grande qualidade, 2 grandes situações de golo e na 3ª golo de Avto de grande categoria. Depois faltou continuar a apertar e uma falha nossa a sair com a bola controlada, falha não provocada, é mesmo um erro tremendo da nossa Equipa, sofremos o 2-1. Reagimos muito bem, fizemos rapidamente o empate, ainda com 25 minutos pela frente, mas daí até final, não houve frescura física, discernimento e um pingo de sorte que falhou em Coimbra ao minuto 85, em casa com o Nacional ao minuto 90, assim de repente, 2 jogos que tudo mudavam, mas não mudaram e hoje, naqueles 2% de possibilidades que ainda tínhamos, não fomos eficazes, não fomos felizes e então aquele último minuto vai tirar-me o sono vários dias, pois podia não dar em anda, podia, mas era mais um homem de 1:90 na área que poderia fazer o golo. Em Itália há uma equipa que fez assim o seu 1º ponto na Série A.

Foi uma época de um desgaste emocional tremendo, pois todos tivemos a sensação várias vezes que era este o nosso ano, 30 nos depois, mas não foi, não foi mesmo.

A Direção tudo fez para dota o Académico de uma Equipa que levasse os Adeptos a acreditar que realisticamente, não de conversa, a subida à 1ª Liga poderia acontecer, mas FRancisco Chaló, 1º e Manuel Cajuda depois não conseguiram dar seguimento a todo esse esforço e agora há que olhar em frente, preparar já a próxima época que esperamos que a LIGA não volte a inventar e mantenha as regras que nos fizeram sofrer tanto nos últimos anos com a redução sucessiva, ou seja que mantenham o que está definido, apenas 18 equipas. Temos é de insistir junta da LIGA que é do interesse do FUTEBOL que haja 3 equipas a descer na 1ª Liga e 3 a subir na 2ª LIGA, repito é do interesse do FUTEBOL e a liga e o seu presidente tem obrigação de defender o jogo, o Futebol, o espectáculo, a competição.

Estive em Braga, APOIEI o mais que pude, não chegou, pelo desculpa, ACABOU a época, o Académico tem 3 jogos para fazer 3 vitória e conseguir a melhor classificação dos últimos 3 anos, é o objetivo até ao fim, é curto, muito curto, não era nada disso que queríamos, mas há que ser digno da camisola que se veste e prestigiar o nome do Clube até ao fim, pois a época está perdida, mas o nosso prestígio tem de saoir reforçado e 3 vitórias nos últimos 3 jogos, deixam-nos a balançar para arrancar bem na próxima época.

Sempre Académico!

Carlos Silva

domingo, 22 abril, 2018
Anónimo disse...

Há muito tempo que a época estava acabada, desde que o Académico deixou de conseguir jogar em casa.
Numa equipa que não foi capaz de se reforçar na altura devida com um médio que fosse capaz de assumir o jogo e levar a equipa para a frente em ataque continuado, este desfecho era mais do que esperado. É claro que fomos acreditando ou pelo menos fomos dizendo que acreditavamos, mas a realidade estava à vista e nem a entrada de Cajuda, que eu esperava pudesse ainda adaptar alguém para esse trabalho, conseguiu disfarçar a falta de futebol ofensivo em continuidade. Logo que os nossos adversários compreenderam que o Académico era uma equipa para jogar fora de casa, aí sim completamente letal e vitoriosa, começaram a fazer do Fontelo a sua casa e aqui vieram ganhar quando quiseram.
Esta época foi muito boa porque entendemos todos que temos hipóteses e que precisamos de alguns acertos e mais dois ou três reforços de qualidade para podermos ambicionar a subida. Lembrem-se dos anos que o Tondela andou à procura de subir, quase, quase, mas nada...
Ainda há jogos para jogar e para ganhar e vamos estar no Fontelo ou onde o nosso clube jogar.

domingo, 22 abril, 2018
Paulo Teixeira disse...

Engraçado que há uns tempos atrás apontava este jogo como o da festa da subida, irónico da questão é que foi (é) provavelmente o da despedida da luta da subida ao escalão maior, e digo provavelmente porque enquanto a matematica estiver do nosso lado vou continuar a sonhar, sei que é necessário acontecerem muitas coisas mas em 1991 tambem entrámos confortavelmente em posição de subida e em 3 jogos fizemos 2 pontos e os outros é que fizeram a festa, pode ser que os deuses que não quiseram nada connosco durante a epoca estejam do nosso lado no que resta, é complicado? muito, e ainda para complicar mais a equipa está a praticar um futebol pouco condizente para uma equipa que quer subir.
Custa-me muito ver o que está a acontecer, houve uma altura da epoca (vitória em casa frente ao Braga B 2-1) em que pensei não só vamos subir como vamos ganhar a segunda liga, é agora que vamos embalar para uma subida mais facil do que imaginavamos, o que aconteceu a seguir é qualquer coisa que deixa perplexo o mais mortal do mundo do futebol, 1 vitória, 3 empates e 5!!!! derrotas em casa, e para deixar ainda mais admirado o mundo do futebol esta mesma equipa que tem este registo nos jogos em casa tem este registo fora tambem a seguir a este jogo contra o Braga B, 4 vitórias, 5 empates e ... 0 sim ZERO derrotas! alguem me sabe explicar isto?? 9 jogos em 27 pontos possiveis fizemos 4, bastava termos feito 50% desta desgraça e estavamos com 64 em igualdade pontual com lider Nacional, se não subirmos (que é o mais certo acontecer) fica no ar um grandissimo demérito nosso que não fizemos o trabalho de casa, para mim fica uma pequena consolação de ter visto ao vivo os 4 jogos na zona de Lisboa que se saldaram por 3 vitórias e um empate.
Aconteça o que acontecer sempre convosco equipa, e direção, o meu obrigado por me fazerem sonhar com algo que há meia duzia de anos era mesmo impossivel!

Paulo Teixeira SEMPRE ACADÉMICO, SEMPRE VISEU!

terça-feira, 24 abril, 2018