quarta-feira, novembro 23, 2016

FC Penafiel 2-1 Ac. Viseu FC

Estádio 25 de abril, 23 de novembro de 2016
15ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: António Nobre (Leiria)

Penafiel: Ivo Gonçalves; Kalindi, Pedro Ribeiro (c), João Paulo e Pedro Araújo (Hélio Cruz, 67); Romeu Ribeiro, Rafa Sousa (Mbala, 60) e André Fontes (Fidélis, 81); Wellington, Gonçalo Abreu e Fábio Fortes. Treinador: Paulo Alves.

Ac. Viseu: Rodolfo; Tomé (c), Bruno Miguel, Bura e Ricardo Ferreira; Zé Paulo (Park, 79), Sana e Bruno Loureiro (Nam, 71); Carlos Eduardo, Tiago Borges (Douglas Abner, 85) e Zé Pedro. Treinador: André David.

Golos: Gonçalo Abreu 27 (1-0), Bruno Loureiro 35 (1-1), Fidélis 90+4 (2-1)

“O avançado Fidélis foi o herói na vitória de ontem do Penafiel sobre o Ac. Viseu. Quanto todos já faziam as contas a um empate, o golo do triunfo surgiu no último lance do jogo. Lançado na parte final do desafio por Paulo Alves, o atacante brasileiro viria, assim, a ser determinante para a conquista dos três pontos pelos durienses num jogo que, em termos gerais, foi pobre em termos de ocasiões de golo mas rico em emoção.
Gonçalo Abreu colocou os durienses em vantagem ao desferir um remate portentoso que bateu o guarda redes beirão, mas a vantagem durou pouco tempo, com o Ac. Viseu a chegar à igualdade graças um golo de Bruno Loureiro num lance em que Ivo Gonçalves foi traído por um desvio infeliz de Pedro Ribeiro.
No segundo tempo, período de maior produção atacante de ambas as equipas, o conjunto da casa foi atrevido. Wellington foi o mais esclarecido dos durienses e teve várias oportunidades para quebrar o empate, mas faltou eficácia. Com Kalindi a criar a melhor oportunidade do jogo, ao acertar no poste, a solução estava no banco quando Fidélis, nos descontos, bateu Rodolfo e deu início à festa dos durienses”

In Record


Notas aos jogadores (atribuídas pelo Record e aceites por nós para a eleição de jogador do mês/jogador do ano): 3 – Rodolfo, Bruno Miguel, Bura, Saná, Bruno Loureiro; 2 – Tomé, Ricardo Ferreira, Zé Paulo, Carlos Eduardo, Tiago Borges, Zé Pedro, Nam e Park; 1 – Douglas Abner.

4 comentários:

Hélder Albuquerque disse...

Estive em Penafiel a ver o jogo e esta é a minha opinião acerca do que se passou no Estádio 25 de Abril.

Antes disso, algumas observações:

- O AD deve ser o treinador que mais muda a equipa inicial de jogo para jogo em todo o mundo;
- A dupla de centrais Bura/Park estava a consolidar-se e, de um momento para o outro, só porque o Bruno Miguel recuperou, é desfeita?
- Com tantos médios, foi o Zé Paulo a jogar a médio defensivo?
- O Académico transmite, fora de casa, a sensação de que não quer ganhar; começa na convocatória e acaba na atitude.
- O Académico está no lugar que merece porque, apesar da qualidade individual (corroborada, por exemplo, por adeptos do Penafiel) não tem atitude e vontade suficientes para ganhar jogos e subir na tabela.
- Acho, infelizmente, que vamos descer de divisão.
- Jogos da 2ª liga à 4ª feira têm de acabar. Estavam para aí 200 pessoas no estádio; só havia 1 apanha-bolas, porque os restantes estavam na escola; a claque do Penafiel apareceu aos 60 minutos, depois das aulas, claro.


Quando o “speaker” anunciou o 11 inicial do CAF, fiquei surpreendido por ouvir o nome de dois avançados e fiquei esperançado que pudesse haver mudanças na atitude. Debalde…
O CAF entrou bem, como sempre, e, no 1º minuto, Zé Pedro, remata a centímetros do poste; pouco depois, de cabeça, ganha canto; e, de intensidade de jogo, estamos conversados… A partir daqui foi a mesma mastigação de sempre, o mesmo “rame-rame” do costume ou seja, muita circulação a meio-campo e na defesa para tentar meter contra-ataques rápidos (que conseguiu algumas vezes) e, sobretudo, muita confiança no factor sorte. Devo dizer que, mais uma vez, fiquei com a sensação de o CAF ter muita mais qualidade individual do que o adversário. Da 1ª parte fica a nota para a boa reacção do CAF ao golo do Penafiel, algo que raramente se tem visto sob a tutela deste treinadorzito. Apesar de tudo, dentro das expectativas que eu tinha quanto ao jogo do CAF, foi uma 1ª parte aceitável e, para a 2ª parte, a perspectiva era boa.
Porém, na 2ª parte, a desilusão total. A equipa entrou pura e simplesmente para segurar o empate. Em vez de forçar e tentar ganhar, o CAF quis defender. Saem jogadores para o aquecimento e, entre eles, 1 defesa-central, o Park. Estava dado o mote. Por entre tentativas de contra-ataque e pontapés bombeados para a frente por parte do CAF, o Penafiel ia-se chegando à baliza de Rodolfo. O AD, em vez de tentar contrariar esse assédio, tirou o “médio-defensivo” Zé Paulo e colocou o Park (antes havia entrado outro Coreano, o Nam) e pôs o CAF a jogar com 5 defesas em linha, numa altura que a táctica era “tudo ao monte”, aumentando as hipóteses de o Penafiel chegar à vitória, o que veio a acontecer no último segundo. Sinceramente, creio que foi justo o desfecho final, porque a forma de o Académico jogar faz lembrar uma videira mal podada: é só folha e pouca uva…
Reafirmo que a minha convicção é a de que, caso nada se altera ao nível do comando técnico, o Académico vai descer.

(continua)

quarta-feira, 23 novembro, 2016
Hélder Albuquerque disse...

(continuação)

Individualmente:
Rodolfo: tarde ingrata porque fez, de facto, uma boa exibição. Boas defesas, boas saídas aos cruzamentos e muita segurança.

Tomé: Grande capitão. Deu tudo o que tinha. Bem a atacar e cada vez melhor a defender.

Bura e Bruno Miguel: Foi surpreendente a inclusão do Bruno Miguel assim, do nada, com o Park a fazer boas exibições, mas funcionou bem; muito seguros nas alturas e fizeram valer durante o jogo toda a sua experiência

Ricardo Ferreira: Um autêntico relógio, este veterano. Tudo o que fez, fez bem, fruto da sua experiência.

Zé Paulo: ????????? Não se é médio-defensivo só porque se tem corpanzil para isso. É verdade que cortou bastantes bolas e, quando conseguia sair a jogar até o fazia com qualidade, mas o homem não está talhado para aquilo; mais valia ter adaptado um central ou um médio de raiz.

Bruno Loureiro: Este rapaz é bom a jogar em posse e com bola; a correr atrás dela desgasta-se e não se destaca. Limitou-se a fechar espaços e a chutar a bola para a frente, conforme o seu treinador, certamente, lhe pediu.

Saná: Não acrescentou nada ao jogo do CAF porque é, também, um jogador para futebol de posse e com jogadas mais envolventes. Neste modelo pobre de jogo, não acrescenta nada.

Carlos Eduardo: Neste tipo de jogo (busca permanente do contra-ataque) as suas características são úteis e foi um dos melhores, hoje. Tem boa técnica e boa condução de bola mas tem muita dificuldade em soltá-la tempestivamente.

Tiago Borges: Este jogador é um tratado de jogar futebol mas, tal como outros, não se adapta a este jogo. Hoje esteve em todo o lado a tapar, a conduzir, a desmarcar; sofreu muitas faltas e esteve muito activo.

Zé Pedro: É o melhor PL do Académico. Apesar de ser um jogo que, para si, é ingrato e desgastante, nunca virou a cara à luta, tentou o remate sempre que conseguiu e movimentou-se e jogou sempre com muita qualidade. É muito superior às suas alternativas. Está sempre perto do golo.

Nam: Quem??? Muito pequenino a fazer lembrar o Luisinho mas, pelo menos, hoje, mostrou que, de semelhanças, fica-se por aí. Tentou algumas conduções de bola com passe de ruptura mas não foi feliz. Tem de aprender que, depois de perder uma bola, há que tentar recuperá-la…

Park: Povoou a defesa.

Douglas: não teve qualquer intervenção no jogo. Substituição pensada, desde o início, para queimar tempo.

Nota: a ideologia de AD é tão básica que estes foram os únicos jogadores suplentes que aqueceram neste jogo. Este treinador é de uma previsibilidade que até custa ver...
Podíamos ter ganho mas, como noutros jogos, acabámos a perder.

O CAF vale mais do que isto que vem mostrando.
Esta qualidade merece outro nível de orientação.

Viva o CAF.

quarta-feira, 23 novembro, 2016
Carlos Silva disse...

Péssimo resultado e isso é o que vai ficar para a histórias, mas, o jogo em si resume-de so seguinte modo:

Excelente entrada do Académico, rápido sobre a bola, com uma oportunidade de golo feito, mais do que feito logo no início do jogo, mas Zé Pedro que merecia o golo, não teve um pingo de felicidade do seu lado, pois repito, aquele golo está feito, Zé Pedro possivelmente já estaria a pensar no próximo. Esse lance lançou o Académico para ums 20, 25 minutos de excelente nível, sem permitir jogo ao Penafiel, que diga-se tem uma boa equipa, mas eis que na 1ª situação o Penafiel faz golo, e os jogadores do Académico sentiram a tremenda injustiça do resultado naquela altura, por volta dos 27 minutos. Reage muito bem e consegue uma sucessão de lances de perigo com Carlos Eduardo pela ala direita a ganhar várias vezes a posição para cruzamento. Num desses lances numa bola de ressaca Bruno Loureiro faz o empate, mais do que merecido naquela altura. Atá ao intervalo, equilíbrio, sem mais nenhuma grande situação de golo.
Na 2ª parte o Penafiel entra com mais velocidade e com mais posse, o Académico tenta sair em rápidas transições, mas faltou sempre um bocadinho aqui ou ali para criar lances de perigo eminente, embora, por 2 ou 3 vezes, se sai um passe na perfeição era lance de golo.

O Penafiel foi carregando o seu sector ofensivo de Jogadores e André David, foi colocando os jogadores que tinha ao seu dispor no banco para ir refrescando o possível, mas, apesar do esforço dos jogadores que entraram, não era fácil, entrar num jogo vivo, com o frio que estava no banco e as coisas não correram pelo melhor, pois na parte final o Penafiel tem 3 lances de muito perigo e o Académico nas saídas rápidas, falhou sempre na definição do passe que isolava o nosso jogador, e o jogo estava a poder dar golo para qualquer lado, e acabou por dar par ao Penafiel, já para lá dos 5 minutos de descontos dados pelo árbitro, talvez 20 segundos já depois dos 5, tanto é que a bola vai ao meio campo, os jogadores do Académico preparavam-se todos para correr para a área mas o árbitro apitou de imediato, não deu hipótese de qualquer reação e bem pois o tempo estava mais do que esgotado, mas julgo que deveria ter parado o jogo, mesmo nos 5 minutos, pois não houve paragens nos descontos, para além de que o tempo de descontos, comapatativamente com o que temos visto, no Fontelo, foi claramente exagerado, 4 minutos, no máximo, mas não podemos nem devemos ir por aí, pois o Futebol é assim mesmo.
Em resumo resumido:
MAu resultado, boa exibição por parte do Académico, diria, até, a melhor exibição dos últimos tempos, a deixar boas perspectivas par ao jogo de Domingo, no Fontelo, onde se exige a presença de TODOS, no APOIO à equipa, pois nos 16 jogos da 2ª Liga, esta época todos os golos fizeram sempre a diferença, ou seja o equilíbrio nos nosso jogos é total, por isso, com o APOIO vindo da bancada podemos fazer um jogo, como hoje, logo de início com muito querer e quem sabe, chegar ao intervalo a ganhar por 2-0, sim, é possível!

Sempre Académico!

Carlos Silva

quarta-feira, 23 novembro, 2016
Gonçalves disse...

Sr. Carlos Silva, o Senhor é um poeta a relatar o desempenho do Académico. Há anos que leio as suas crónicas e somos sempre os maiores, infelizmente a classificação desmente-o. Seja realista: o Académico a continuar assim vai descer de disisão. Na sua leitura parece que estamos no topo da classificação. Ser optimista é bom mas tanto não é aconselhável. Pelo estado do Académico deve ser conselheiro do Sr.Albino.
Não me leve a mal mas deve ser dos únicos Academístas que encontram algo de bom neste Académico.
Transmito a minha modesta opinião: O Académico é uma equipa sem garra, sem vontade, à semelhança do seu treinador tem uma filosofia medrosa e perdedora.
Concordo e subscrevo tudo o que o Academista Hélder Albuquerque refere.
No sábado devemos todos ir à Assembleia Geral e expressar a nossa angústia e preocupação, excepto o Sr. carlos Silva para o qual tudo parece ser um mar de rosas.

Saudações Academistas de um sócio amargurado

Nuno Gonçalves

quinta-feira, 24 novembro, 2016