domingo, outubro 23, 2016

Ac.Viseu 0 - 0 A.A. Coimbra

Dezanove anos depois, o Académico voltou a receber a Académica no Fontelo, recordamos que o ultimo jogo foi em  11 de Maio 1997 com vitória a sorrir á equipa academista por 2-0 golos de Chalana e Luisinho.

Estádio do Fontelo, 23 de outubro de 2016
12ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Fábio Veríssimo (Leiria)

Ac. Viseu: Rodolfo; Tomé (c), Bura, Park e Ricardo Ferreira; Pana (Saná, 59), Capela e Bruno Loureiro; Yuri, Luisinho (Moses, 76) e Sandro Lima (Zé Pedro, 65). Treinador: André David.

Académica: Ricardo Ribeiro; Makonda, Diogo Coelho, João Real e Maxwell; Kaká, Pedro Nuno (Tom, 86) e Nuno Piloto; Traquina (Ohemeng, 77), Marinho (c) e Tozé Marreco. Treinador: Costinha.
Foto retirada da página oficial do Académico de Viseu

Nos primeiros minutos assistimos a um encontro equilibrado, com jogadas de ataque para ambos os lados.

A Académica de Coimbra, com ambições diferentes da equipa academista, acabou por assumir mais o jogo, com Traquina e Marinho, a darem bastante trabalho quer a Tomé, quer a Ricardo.

André David, surpreendeu ao colocar de inicio, Bruno Loureiro no lugar de Sana, o que proporcionou um pouco mais de fantasia e rotação de bola no meio campo academista. 

Destaque também para a dupla Tomé e Luisinho, que foram o principal foco de ataque da equipa da casa.

A Académica poderia ter chegado ao intervalo na frente do marcador, numa jogada confusa em que a bola sai dos pés de Makonda, cruzamento para a área, Rodolfo falha intervenção a bola bate na barra, com Marinho a ser “pequeno demais”, para poder cabecear para o fundo das redes, acabando por ser Bura a resolver.

Na segunda parte a Académica assumiu desde o inicio a vontade de vencer, Makonda pela esquerda, e Nii Plange pela direita, subiram bastante no terreno de jogo, e por varias ocasiões a Académica esteve perto de marcar. Tozé Marreco acabou por introduzir por 2 vezes a bola na baliza de Rodolfo, mas pareceu que Fábio Veríssimo acabou por ajuizar bem os 2 lances ao assinalar fora de jogo.

André David, consciente que estaria a perder a guerra do meio campo, por volta da hora de jogo, retira Pana e faz entrar Sana.

A substituição acabou por não surtir grandes efeitos uma vez que Sana, entrou mal no jogo, e nunca conseguiu, equilibrar o meio campo da equipa viseense. Acabou por ser Capela a subir de rendimento, em contra ciclo com Bruno Loureiro, que foi perdendo a preponderância que demonstrou na 1º parte.

Sandro Lima, acabou por ceder o seu lugar a Zé Pedro, na tentativa de refrescar o ataque, uma vez que face ao domínio da equipa de Coimbra, não havia outro remédio a André David, que apostar no contra ataque, fosse por iniciativa de Yuri, ou em lançamentos largos para a corrida de Zé Pedro.

A Académica dispôs de excelente oportunidade para marcar, quando Pedro Nuno cabeceia á barra de Rodolfo.

O Académico ainda tenta uma ultima solução atacante, Moses para o lugar de Luisinho, mas seria sempre a Académica a criar mais jogadas de perigo.

Grande realce, para uma exibição imperial na equipa Academista, Park ! Que jogo, e que classe deste jogador Coreano. Foi rei e senhor na defesa academista. Não teve uma única falha e foi sempre o primeiro a colocar a bola jogável nos companheiros.

O jogo acabaria, sem golos, a premiar a equipa academista, que atravessa talvez a melhor fase da época, a ver vamos se para continuar, e a penalizar uma excelente equipa que viajou de Coimbra, mas foi incapaz de marcar.


Excelente o apoio que veio de Coimbra, bancada coberta, muito bem composta, superior central despida, um problema que continuará, enquanto o velhinho Fontelo continuar a ser um estádio desactualizado em relação ao contexto nacional. 

João Nunes

7 comentários:

Unknown disse...

Excelente jogo de futebol, resultado justo, uma Académica com uma excelente equipa, o Académico ajustou o seu jogo ao poderio do adversário e com essa postura inteligente conseguiu um empate no jogo, um bom resultado, perante o poderio do adversário, a melhor equipa, que jogou no Fontelo, na presente época.

Park, excelente no centro da defesa juntamente com Bura, mas temos central!

Muitos Adeptos da Académica nas bancadas, os Adeptos do Académico em grande número na bancada coberta, mas pedia-se mais muito mais na bancada central descoberta.

Excelente arbitragem, do melhor que se viu no Fontelo esta época.

Temos agora, 3 jogos, onde tem de haver uma gestão muito inteligente do plantel, para podermos tudo fazer para tentar vencer os jogos. São muitos jogos em poucos dias, com muitas viagens e isso desgata, obviamente, mas todos têm de estar preparados para responderem À altura, assim que forem chamados!

Sempre Académico!

Carlos Silva

domingo, 23 outubro, 2016
--FD disse...

Quem foi ao estádio certamente saiu com a certeza de ter assistido a um bom jogo de futebol. Dois emblemas históricos, equipa visitante com muitos adeptos e emoção durante os 90 minutos.

O Académico acabou por ter alguma sorte: duas bolas no ferro e dois golos correctamente anulados à equipa visitante (que se calhar com outro árbitro teriam sido validados). No entanto não nos podemos esquecer que defrontámos um adversário que na época transacta jogava na Primeira Liga e que tem em mente o objectivo de subida. As contas do Académico de Viseu são outras... Ontem viu-se alguma intensidade que tem faltado e na minha opinião se continuarmos assim havemos de subir na tabela classificativa. Quem também esteve bem foi o "Central Park" que assinou uma boa exibição e mostrou-se imperial no desarme.

Ontem também tivemos direito a Speaker que foi dando algumas informações sobre o jogo mas continua a ser a pena não haver para já a intenção de dotar o estádio de uma pala na bancada superior central. É que o inverno está à porta...

O próximo jogo, contra o Varzim para a taça da liga, é de extrema importância. Uma passagem na eliminatória permite-nos entrar na fase de grupos e com a certeza que iremos defrontar Braga, Benfica, Sporting ou FC Porto. Se recebermos um destes clubes podemos fazer uma boa receita.

Força Académico!

segunda-feira, 24 outubro, 2016
Miguel Valente disse...

Ontem, pela primeira vez, tive vergonha da minha equipa. Não do clube, mas da equipa.

Nunca tinha visto, com 0-0 no marcador, o Académico a queimar tempo: Guarda-Redes a fingir lesão e levar amarelo por atrasar a reposição, jogadores da Académica a sair de campo a correr, enquanto as nossas substituições eram feitas a passo. O treinador passou os últimos minutos a olhar, literalmente, para o relógio de pulso.

E esta situação ainda mais hipócrita se torna, se nos lembrar-mos que num dos últimos jogos no Fontelo, na conferencia de imprensa, o nosso treinador, deu uma de moralista, afirmando que a Liga devia estar atenta ao anti jogo, que não era com este tipo de atitudes e equipas que se levava gente ao futebol.

Quanto ao jogo, foi mais do mesmo: não me lembro de uma equipa do Académico, com tão pouco futebol apresentado, incluindo as épocas na 3ª e na B. E, se formos intelectualmente honestos, o resultado não é justo, a Académica teve 3 bolas na trave, incluindo 2 no mesmo lance e dois lances de golo anulados. A Académica, foi a única equipa que entrou no jogo para ganhar.

Uma palavra final para o Bruno Loureiro. Todos temos um jogador ou outro com que embirramos. A mim calha-me o Bruno Loureiro. Não ponho em causa a dedicação e o profissionalismo do jogador, mas é que não vejo nada em que ele se destaque.

No centro do meio campo, ou temos jogadores fortes, rápidos e rotativos, ou temos jogadores criativos. E ele não tem nada disso. Não tem cabedal para defender e não tem arte para organizar o jogo. É desesperante, e ainda por cima, tenta sempre rematar de fora de área, o que, com a potencia de remate que tem, devia estar proibido.

Miguel

segunda-feira, 24 outubro, 2016
pmarq disse...

Se na 1a parte ainda demos alguma luta, com uma ou outra jogada bem conseguida, apenas não estou de acordo com a crónica quando refere que bruno loureiro deu fantasia e foi preponderante, para mim foi o pior jogador porque quase não existiu e temos outros e bons jogadores para médio ofensivo, já na 2a parte foi angustiante.

Compreendo que possa haver um jogo menos conseguido, que haja uma equipa superior, o que não compreendo é a falta de ambição em querer ganhar o jogo, como se a académica fosse um papão.
Estávamos a jogar em casa e 11 contra 11, bolas!

Tem razão o miguel valente quando refere a perda de tempo dos nossos jogadores e acrescento a pouca presença de jogadores no ataque, era chuto para a frente à espera do milagre.

A académica merecia ganhar, foi o 2o jogo consecutivo em que tivemos sorte, e estou curioso em ouvir o discurso do treinador que tanto se queixou do azar.

segunda-feira, 24 outubro, 2016
Paulo Teixeira disse...

Se me dissessem á uma semana atrás que iamos fazer 4 pontos nestes dois jogos eu não acreditaria e duvido que alguem acreditasse, mas fizemo-los isso é que conta com muita dose de sorte á mistura mas se formos por esse caminho acho que essa malvada (sorte) ainda nos deve alguns pontos.
Agora vêm aí dois jogos (Leixões e Olhanense) para mostrar que somos efetivamente mais fortes que estas equipas, minimo 4 pontos, objectivo 6!
Quarta-Feira na Povoa vai ser muito complicado, mas acredito que possamo-nos qualificar pela primeira vez para a fase final da Taça da Liga, nem que seja nas grandes penalidades.

Paulo Teixeira

segunda-feira, 24 outubro, 2016
Unknown disse...

Deixo, mais abaixo, um quadro para justificar o que vou escrever a seguir:

Se me perguntarem se gostei de ver a forma como o Académico jogou na 2ª parte, obviamente, que, tanto eu, como qualquer adepto do Académico, como o nosso treinador, como o nosso presidente, ninguém gostou e ninguém quer aquele tipo de jogo no Fontelo, mas, e agora, há que ler com muita atenção este "mas", o Académico jogou na 4ªf, nos Açores, uma viagem que causa uma desgate imenso, teve um jogo de um grau de dificuldade imenso, a todos os níveis e 4 dias de pois, teve de defrontar uma Académica que, simplesmente, tinha jogado a jornada 10, exatamente no dia 10 ou seja há 15 dias, ou dito de outra forma mais simples, teve oito dias para preparar este jogo, no Fontelo, em Paz e sossego e preparou-o muito bem, tal como o nosso Treinador, que percebendo esta diferença brutal no tempo de recuperação, teve de definir uma estratégia, que tenho a certeza ele próprio não quereria seguir, mas para pontuar, era a única possível, pois um Académico a jogar de peito feito todo o jogo, rebentava por completo na parte final e perdia o jogo quase garantidamente.

Ou seja, este jogo teve circunstâncias especiais que fizeram com que, em casa, jogássemos à defesa na 2ª parte, e isso nós não queremos, mas temos de perceber que foi neste jogo, pois se virem bem, nos jogos anteriores nada disso aconteceu, agora, há que ver as coisas como elas são, e ver que isto é futebol profissional, em que todos os pontos contam e não nos podíamos dar ao luxo, de abdicar de pontuar neste jogo, em prol de jogar deliberadamente ao ataque perante uma equipa de grande qualidade e muito mais fresca.
Cá estarei, nos próximos jogos para dizer aquilo que vi e como vi, agora, neste jogo, percebi, claramente a razão de ser da nossa forma de jogar, que, repito, não gosto, mas teve de ser, para salvar um bem maior, a obtenção de 1 ponto. E sejamos sérios, na 1ª parte há grande equilíbrio, enquanto as forças deram.

Aqui fica a tabela com a jornada 11. A Académica jogou, como podem ver no dia 10.

Carlos Silva


0 anteriorJORNADA 11seguinte 1
09/10 U. Madeira 0-1 Cova da Piedade FG
10/10 Académica 3-2 Varzim FG
19/10 Sp. Covilhã 1-1 Vizela FG
Freamunde 2-3 Sporting B FG
Olhanense 1-2 Desp. Aves FG
Portimonense 3-0 Benfica B FG
Leixões 2-2 Braga B FG
V. Guimarães B 1-3 Fafe FG
FC Porto B 1-1 Famalicão FG
Penafiel 1-0 Gil Vicente FG
Santa Clara 1-2 Ac. Viseu FG

segunda-feira, 24 outubro, 2016
--FD disse...

Apenas como curiosidade, vi agora no comunicado da liga que a Académica não foi penalizada pelo comportamento dos seus adeptos que chegaram a acender diverso material pirotécnico. Noutras épocas o Académico era constantemente multado por utilização de tochas e por "cânticos ofensivos". Ou as regras mudaram (e muito) ou então há dois pesos e duas medidas.

terça-feira, 25 outubro, 2016